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quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Sexta-feira Santa e a Páscoa em 2015

Divulgação: Detergentes Ayudin
Mesmo não sendo católico, eu admiro o significado destes dois dias e a real importância deles dentro do princípio da religião.

Sexta-feira Santa é o dia do peixe, ou melhor, o dia de comer peixe, pois as pessoas associaram dessa maneira e a religião faz sua menção a relação de Cristo com o animal em algumas passagens bíblicas.
Infelizmente, o foco principal deste dia, que seria uma reflexão, um período de paz espiritual, já não é o foco dos cristãos, e sim uma desculpa para colocar o peixe em sua mesa e achar que está fazendo grande coisa.
Para quem crê na existência de Jesus e seus feitos, deveria entregar seu dia ao respeito e as celebrações da religião, enfim, é o que alguém que acredita nisto faria.

A Páscoa, que hoje está totalmente convertida em data comercial - Dia de comer chocolate - perdeu seu sentido quase que completamente, é o coelho, é o ovo, mas e Jesus? E a ressurreição? Nada! Igreja? Nem pensar. Hoje é dia de comer chocolate e ver a peça da crucificação a noite, e ponto.
E não é que a coisa vai bem por aí mesmo? As pessoas acreditam que um homem deu a vida por elas, ressucitou no terceiro dia, e o que acontece? Elas comem peixe na sexta e comem chocolate no domingo.

Parece um post gospel, mas não, é a comercialização da fé, mais uma vez. Mas neste caso, não é a igreja comercializando a fé, e sim a indústria e o comércio em geral, para eles a Páscoa significa ganhar dinheiro, não queira ir mais longe, pois não há uma causa nobre, os pescados sobem o preço e o ovo da páscoa chega a um patamar absurdo de valor.

A 'mercantilização' das coisas é apenas um exposto do que a sociedade vem passando, ela não sabe, mas ela vai deixando de acreditar no mítico, pois o mítico não integra seu dia a dia, não interage com ela, e começa a existir em parte. Basta se notar que quando novos, temos uma propensão bem maior a crer e nos engajar em uma causa, não é a toa que o catolicismo tem uma boa abordagem com a gurizada por conta destes movimentos, o movimento evangélico já faz questão de abordar todas as faixas etárias e atrair seu público constantemente para dentro da igreja, pois essa é a base da comunhão, é fazer aqueles que acreditam em uma mesa coisa persistirem, insistirem em sua crença, e com isso se atingir uma integração maior das famílias com a igreja.

Não é a toa que nas relações de fidelização, a igreja evangélica esteja em uma crescente histórica e o catolicismo em uma grave descendente, uma vez que, há de se fazer uma ressalva que a maior parte dos católicos se diz não praticante, ou seja, deveriam constar no grupo dos 'sem religião' praticamente ou em um grupo que faça menção ao fato de não praticantes.

É por essas e outras que a camada evangélica leva muito mais a sério estes feriados, organiza retiros, eventos de integração e celebram de fato as datas importantes a eles, dou meus créditos a outras religiões e grupos cristãos que também agem nesse intuito.
O restante só quer comer peixe e chocolate e achar que está contribuindo muito com a sociedade.

Enquanto isso, as duas indústrias, do pescado e do chocolate, essas tem uma enorme e destacada COMEMORA$$ÃO.

É que nem a história da rifa do cavalo morto...

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Erva Mate Velha


Abro um pacote da marca do indiozinho e a erva contida no mesmo é velha, passada, com o gosto ruim.

Já abri um, dois, três, quatro pacotes e é sempre a mesma coisa. E o pior é que o pacote vem fechado a vácuo, e eu ainda os aperto no supermercado pois já sei que posso me decepcionar. Logo, chego a uma conclusão, a erva é colocada sem a eficácia de um controle de qualidade interessado.

Hoje em dia, o consumidor paga caro pelas coisas, inclusive pela erva mate, e algumas vezes recebe produtos com qualidade inferior ao esperado, e a reação é quase sempre a mesma, pensamos que aquilo não é tão caro e que o azar foi nosso em comprar o produto.

Eu, prometo ao leitor, que no próximo pacote de erva mate velha, irei ligar, reclamar e bater o pé em cima de meus direitos. Ora essa, não é barato e o mínimo que exigo é tomar um chimarrão com erva nova, verdinha e cheirosa, e não com aquela palha moída e amarela, é decepcionante.

Lembrei que, estes tempos alguém achou um pêlo de rato em um produto, se não me engano era um quétichupe, e após muito alvoroço, compartilhamentos nas mídias sociais, a anvisa se pronunciou dizendo que existe um percentual de tolerância com pêlo de rato por grama nos produtos.

Fiquei estarrecido, pensando, em moldes de teoria da conspiração, que o pêlo do roedor pode se tornar um insumo, pois aplicado em níveis abrangidos pela legislação, seria uma saída barata para uma parte do produto, mas não é assim não, ainda acredito na boa fé de nossas indústrias alimentícias. Ainda bem que acredito.

Dentre estes e outros fatores, se formos pensando em ocorrências ao longo de nossa vida, tem a carne em má qualidade que os supermercados estampam nas prateleiras, escondem validades de produtos, repassam coisas velhas como se fossem novas. Temos o caso do leite, que sai do fazendeiro com aquele gostinho de vaca e no seu transporte é acrescentado água e outros aditivos prejudiciais a saúde, justamente para se abusar da boa fé do consumidor e satisfazer a ganância de meia dúzia de picaretas. E o desfecho? É um placebo de sabermos que a marca x tem o leite adulterado e podemos não comprar por um, dois, três meses, mas logo ela passa uma nota, se explica, e com uma boa promoção, estamos sendo reféns novamente.

Por essas e outras a nossa justiça é motivo de chacota, pois nem na cadeia do leite ela consegue dar resultado, quem dirá na cadeia de propina e superfaturamento, né?

Não é difícil reclamar nossos direitos, o difícil é ser respeitado como consumidor, é parar de ser tratado como um número de reclamação, um mero protocolo.

Enquanto isso, eu parei de comprar a erva do indiozinho, mas se por algum motivo eu tiver que comprar, ficarei de olhos bem abertos.