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segunda-feira, 7 de março de 2016

Contas Pendentes

Nessas horas de ócio que venho enfrentando, por mil vezes já pensei em diversas das coisas que ocorreram em minha vida, sejam originadas por mim ou pelos outros, esses acontecimentos vem e vão, são ocorrências que me fazem pensar se não poderia ter agido de uma maneira melhor ou se também não deveria ter agido e por aí vai.

Desde pequeno, nunca economizei forças para defender minhas ideias e razões com que formei meu modo de pensar, agir, julgar e sofrer, e causar sofrimento nos outros também.
Fui muito egoísta em diversas oportunidades, e talvez com pessoas que não merecessem isso. Fui bom desnecessariamente, e com pessoas que não reconhecessem isso, Mas tudo que fiz a mais, e de bom, pelas pessoas, não me arrependo por nenhum momento, acho que talvez possa sentir algum arrependimento por ter agido errado, seja querendo ou não. Algumas vezes agi sem refletir no que implicaria algumas decisões que tomei na minha vida, e por momentos, de forma irresponsável, repeti o famoso avestruz, enfiei a cabeça em um buraco e esperei a poeira baixar, por outras vezes, enfrentei tudo e todos em vão, por não estar de acordo com algo errado, ou algo que somente eu julgava errado, briguei por política, futebol, religião e de nada isso me levou adiante, não me fez alguém melhor.
Lutei muito por minhas amizades, defendi meus amigos, briguei com outras pessoas por eles, alguns desses amigos nem me cumprimentam na rua hoje, nem puxam conversa no facebook por uma vez para saber se estou bem, eu acho que posso ter me importado demais com pessoas que não me davam a mínima importância, mas quem nunca fez isso...
Acho que já vivi o suficiente para ver o que realmente importa, para ver que sempre teremos alguém por perto, para amar alguém com todas as forças, e se entregar a todos os melhores sentimentos, as mais espalhafatosas risadas, os choros mais idiotas e as apreensões de quem pensa que o mundo se importa com nossa dor ou sofrimento.
Nós nunca sabemos o que iremos causar no universo, as vezes nada, as vezes muito, as vezes podemos mudar o dia de alguém, podemos libertar uma mente que não enxerga o que é óbvio para nós mesmos, porque nem todos enxergam da mesma maneira, não sentem da mesma maneira, e não vivem da mesma maneira.
Estes tempos estava acompanhando pessoas que foram importantes na minha vida, e desta análise, vi que são poucos que carregam um passado que valorizamos tanto em um baú bem cuidado, pois dispensamos muito tempo com pessoas que podem esquecer nossos esforços com facilidade, e acreditem, acredito que a maior dor que um ser humano pode sentir é que aquilo tudo, foi nada.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Não me ligou e nem me chamou mais no facebook e no whats






Quantas vezes eu já ouvi essa frase.
E tenho certeza que muitos amigos e amigas já ouviram esta frase de alguém apaixonado.

O amor e a paixão são uma gangorra, e se nós fizermos bastante força, o outro lado não vai conseguir fazer a parte dele.
Além disso, ainda há os cheios de sí, os orgulhosos, os que não precisam, os autosuficientes, estes todos fazem um desserviço aos que querem viver todas as emoções com intensidade, querem viver um amor maior que suas vidas. Sim. Porque o amor é isso, é querer respirar, viver do outro, mas há de se concordar que esse jogo de egos, a batalha dos orgulhos dificulta as coisas.

A vida já é complicada demais o suficiente, as pessoas conseguem complicar ainda mais.

A frase em questão é culpa destes fatores, mas ainda entra um pior, o comodismo, as vezes um laço é feito, por mais sem compromisso que seja, mas quando um dos lados rompe e não diz para o outro que não quer mais, o outro fica segurando um balão furado, é essa a sensação que os outros tem ao ver os amigos abrindo seus corações.
E o pior de tudo, o nosso balão está furado e não enxergamos isso, nós vemos ele um pouco menos cheio, e temos a esperança de, com um pouquinho de ajuda do outro, enchê-lo novamente. As outras pessoas já vêem que nosso balão está murcho, furado, e estamos o carregando feito idiotas para lá e para cá, eles tentam nos avisar, mas não enxergamos, eles dizem que o outro não quer nada com a gente, mas mesmo assim persistimos, acreditamos naquilo, por mais sem sentido que seja.

Daí que chegamos no ponto de nos tornarmos escravos, eis aí a pior parte, e de escravos não vamos a lugar algum, e vamos viver de sentimentos de subsistência, seremos alimentados pelos restos dos outros, viveremos de brechas nas suas agendas de compromissos que não deram certo, ou de encontros que não foram concretizados. O escravo acaba se alimentando de oxigênio e sonda em uma cama de hospital, mas ainda pensa que isso é amor, que isso é futuro, e ainda se indigna ao ver outro casal vivendo um amor intenso, recíproco e valente.

Da escravidão, chegamos ao pior ponto, que é o momento em que os olhos se abrem e se percebe que estava arrastando um balão vazio por um, dois, três meses, e é aí que se dá conta de que todo o esforço, o sofrimento não valeram de nada, pois aquilo só significou para uma pessoa, não para duas.

O problema é quem acha que aprendeu e logo mais adiante está carregando outro balão vazio, está passando tudo de novo, e acha que ainda assim está fazendo o certo e, por vezes, não percebe que a pessoa que poderia estar dividindo um balão cheio com ela está mais próxima do que imagina, só a espera de uma oportunidade.

Acredite, eu vi, vejo e verei muito disso ainda.

Tu também.

A gente sabe.

A gente sabe, mas a gente também se engana.

A diferença é quem percebe rápido ou não, a diferença é quando gostamos primeiro de nós e depois dos outros.