Posts Mais Acessados

Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de abril de 2015

A Punição do Racismo não é a Solução


Fonte: Super Interessante - Abril

Assim como no caso do Grêmio, meu time, novamente está se fazendo menção a questão do racismo no futebol gaúcho, desta vez é do lado do Internacional e o polêmico jogador Fabricio.

Sabe-se lá porque, alguém presenciou um torcedor fazendo o mesmo que a Patrícia fez no ano passado na arquibancada da Arena. Patrícia esta que teve a casa incendiada, impedimento de ver os jogos de seu time e o nome amplamente divulgado e moral dilacerada na mídia esportiva.

Eu não vim aqui dizer que o mesmo deve acontecer com o torcedor do Internacional, mas eu quero dizer que já estamos indo longe demais na hipocrisia e punindo da maneira incorreta os clubes que nada tem a ver pelo que diz um cabeça-de-bagre no meio de uma arquibancada. De fato, o que está se vendo, é que o supremo tribunal de justiça desportiva, o famoso STJD, é muito mais enérgico com a questão, e ainda mais se for um time do RS, fora do eixo RJ-SP, pois casos se racismo aconteceram no time do Santos e com o mesmo goleiro insuportável, o tal do Aranha, e nada de punição ao clube.

O que mais me entristece e deixa em aberto a questão do emburrecimento do sistema é que as pessoas ainda se importam com imbecis que gritam 'macaco' da arquibancada, e ao invés de ignorar isso e bola pra frente, ficam dando armas para que o preconceito continue sendo mídia, pois não é fazendo alarde em cima do preconceito que atingiremos bons resultados no tema, mas esquecendo que isso existe e ignorando os ignorantes, as coisas vão chegar a um outro patamar.

Hoje, já existem diversos mecanismos para coibir gestos racistas, existem cotas para favorecer um atraso decorrente da História do país e do mundo, existem leis para o combate ao preconceito, existe de um tudo para isso.

Mas antes de visar o fim do racismo em sí, acho bom trabalharmos primeiramente para o fim da hipocrisia, dos falsos bons moços que fingem tratar bem na frente dos outros, mas evitam sentar do lado de um negro em um restaurante ou praça de alimentação, evitam apertar a mão, evitam promover, evitam dar oportunidade, evitam nos pequenos gestos todos os dias. Não adianta procurar negros em manifestações contra o governo se o governo não tem nenhum ministro negro, não adianta jogar a culpa para os outros quando a culpa é de todos.

O Brasil é um país atrasado, com população atrasado, mas é o único lugar em que as pessoas se orgulham de serem atrasados e hipócritas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ser técnico do Internacional não é difícil

Um clube com folha superior a 12 milhões/mês, com os craques que tem e sua estrutura, com certeza o problema são as convicções do Sr Diego Aguirre...

Eu converso com amigos, colegas de trabalho colorados e concordamos...

o Inter precisa de um 4-5-1, com dois volantes de contenção e com a liberdade de atacar em um belo 4-2-4, não é faceirice...
é simples...

Coloque 2 laterais defensivos e dois zagueiros pangarés, 2 volantes de contenção... ok ok... o Aranguiz pode ficar um pouco faceiro e ser um deles.... mas, por fim, um meio-campo eficiente e um atacante que nem precisa ser tão atacante, veja...
a qualidade do meio é indiscutível e pode entrar tocando bola em qualquer área...
Depois dos volantes.... D'Alessandro(claro!), Anderson, Sasha e Nilmar, mas nada de isolar o Nilmar na frente, ele deve ser o mais agudo do meio... E D'Ale e Anderson atuando nas pontas ajudaria a explorar as laterais do adversário...

Acho que o Diego Aguirre não pode treinar clubes brasileiros, o espanhol dele não soa muito bem por aqui...

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O Efeito Alan Ruiz



Bastaram 12 minutos, duas intervenções, uma comemoração e um sorriso para ele se tornar o nome do jogo.

Sim.

O homem Gre-Nal do ano é o garoto Alan Ruiz.
Um reserva(de luxo) do Grêmio ergueu o indicador e o postou nos lábios para desmascarar a falta de esportividade da nação colorada. Com isso também veio abaixo o gigante Andrés D'Alessandro,  um multicampeão com os vermelhos, símbolo de batalhas históricas e de temperamento indomável, porém com comportamento de um cão "pintier, só sabe latir, porque para o combate já provou em diversas ocasiões que foge da peleia.
O Grêmio mostrou algo que somente Felipão e Renato Portaluppi trouxeram em suas largas bagagens, o respeito  ao clássico, e com a simplicidade e objetividade, massacrou o adversário alá Chapecoense.
Digo mais, expôs o que os outros clássicos escondiam, a fragilidade defensiva colorada e a inércia de Abel Braga, que não sabe conduzir nem um carrinho-de-mão.
Mas o mais importante é que o Alan Ruiz mostrou os dentes, e que é mais argentino que o pintier colorado, e que não precisa bancar o badboy para ser destaque, bastou ser inteligente.

O Dale que pediu respeito é o mesmo que desrespeitou por muitas vezes o coirmão, seus jogadores, dirigentes e torcedores.
E o Kenny Braga? 200 anos de estrada para fazer isso? Se comportar como um colorado qualquer? Um hooligan gaúcho.
O que acontece, quando o Grêmio perde de goleada, a torcida ataca as fragilidades do time em busca de respostas, sabemos que o problema é no nosso time, mas quando o Internacional perde, é inadmissível, intocável e incorreto questionar tal time.

Que fique a lição. O vexame da goleada passa, mas o fiasco que é feito fora das 4 linhas não se esquece.

O Internacional é o maior mau perdedor desde 2006, porque descobriu o que é ser vencedor naquele ano.