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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Como odiar?

Eu não consigo odiar alguém.
Isso é praticamente impossível para mim.
Não consigo odiar por atitudes, por existência, por raça, cor, religião ou opção sexual.
Não me vejo agredindo outro ser humano física ou verbalmente por algo tão vazio como o ódio.

O ódio é o sentimento mais degradante para um ser humano. Ele consegue corroer os dois lados, o odiador e o odiado, e ele só deixa de crescer quando se consegue piorar a situação.
Sou péssimo com o rancor também,  eu não guardo por muito tempo, eu não preciso dele, só preciso compreender o outro, pois as pessoas não conseguem ser totalmente ruins, talvez seja a perspectiva do outro que não ajuda.

Ultimamente tenho visto o ódio aberto publicamente, o rancor sendo renovado, e a esperança que temos de evoluir cada vez mais se perde no ralo da perversidade.

Tente evitar a difamação dentro de ti, para que ela não escape aos outros e se prolifere por aí, derrubando o bom senso e o respeito. Deixe os outros viverem a vida como quiserem, e se expressar com liberdade, e aceite(ou não) suas opiniões, desde que sejam verdadeiras.

Ser verdadeiro hoje em dia é um ato corajoso e arriscado demais para lidar com tantas vaidades e preconceitos.
Talvez seja preciso respeitar o próximo, independente de sua condição e suas ideologias, para que não julguemos erroneamente uma colocação, mas para saber dialogar e evitar as coisas ruins, como o ódio e o rancor.

Evoluir é consequência do ser humano, mas o mais importante é saber como evoluir.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

a nobreza dos animais com os animais

Hoje, enquanto falava sobre instintos, animais, essas coisas, lembrei de uma coisa tão natural, mas tão esquecida que hoje é tratada como gesto de nobreza.
Os bons tratos com os animais parece ser uma prática difícil nos dias atuais, uma boa parte dos seres humanos não respeitam os outros animais, que dividem o mundo conosco e, por incrível que pareça, não causam de longe a agressão á natureza que insistimos em chamar de evolução.

Estes amigos, me referindo diretamente ao cão e gato, que são animais de habitual convívio com o homem, são muitas vezes maltratados, espezinhados e incompreendidos pelo nosso egoísmo, pois muitos indivíduos só admitem cuidar bem dos seus próprios animais e desfazem os "amigos" que cruzamos por aí nas ruas precisando de um mínimo de atenção e consideração.
Desde pequeno, cresci tendo vira-latas e cuidando muito bem destes seres maravilhosos, nunca fiz questão alguma da raça do amigo, mas apenas que ele fosse dócil e companheiro, o que quase todos são.

Tem aquelas pessoas que compram animais, por interesse em alguma peculiaridade na raça ou ostentação, e tem aqueles que pagam para terem cruzas rentáveis.

Na minha vida, aprendi que o amor não se compra e nem se vende, mas se vive com quem gostamos e quem gosta da gente, e com os animais não é diferente.

Quando será que iremos aprender que nada substitui o amor verdadeiro, de seus pais, de seus amores, e se seus cãopanheiros.

Por um mundo de nobreza, nobreza sentimental.