Posts Mais Acessados

Mostrando postagens com marcador noite. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador noite. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Até o chão !

Retirado do rioscope.com.br


O que seus pais diriam se dissesses que iria a um baile funk ?

Mas o que eles diriam se dissesse que iria a uma festa e omitisse o tipo de festa ?

Mesmo que eles não existam mais ou que não estejam mais presentes em suas vidas, sempre penso no que meus pais iriam pensar de determinado comportamento meu, e isto me inspirou ao texto.

Tenho que dizer, por umas e outras, acabei caindo em um lugar destes, e sabe o que encontro ?
Um local típico do funk carioca, e isto aqui no Rio Grande do Sul, que não é um celeiro do estilo musical.

Letras obscenas, coreografias dignas de repúdio da sociedade e trajes mínimos, sim, foi isto que vi.

Digo mais, mulheres empinando suas bundas e indo até o chão, deixando com que os marmanjos que, beneficiados pela facilidade, desfrutem de um coxa-coxa embalados com coreografias que falam em assuntos próprios para os movimentos.

As mulheres que nós vemos pedindo para ser respeitadas e tratadas com carinho e respeito estão lá, se esfregando no fulaninho que chegou junto, ou pior, naquele que disse que não tem problema nenhum em uma brincadeirinha.

Mas não pensem que estamos livres da triste realidade, ela está por todos os lugares, com mulheres que são damas respeitadas se entregando a bebida, músicas com letras insinuantes, drogas e prazer, é isto que o Brasil pensa do Rio de Janeiro, mas cada vez está mais perto de todos nós.

Só digo uma coisa, ninguém pode pedir respeito e bom trato enquanto está rebolando até o chão e cantando um bando de letras em que se oferece e degrada a própria imagem.

Um brinde a hipocrisia, ou melhor, um brinde a putaria !

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ela é puro êxtase

Ela é daquele tipo que não desperta comentários, desconfianças, interrogações. Ela parece simplesmente existir, e existe, mexe com a imaginação de alguns e com a realidade de outros.

Fazendo o tipo boa moça, quieta, de olhar cativante, um anjo. Engana-se quem acredita nesta ingenuidade, surpreendem-se os que a conhecem de verdade.

A história começa com uma simples viagem a trabalho, um workshop, uma reunião chata com um bando de chatos sobre o mesmo assunto, tudo muito repetitivo, tudo muito normal. Mas quem disse que com ela as coisas são normais? De apresentação aqui, apresentação acolá a manhã e a tarde vão se desenrolando, até que eles marcam um jantar, um jantar que tinha tudo para ser chato, com aqueles chatos. Mal sabiam eles que ela iria atacar. Com uma roupa pouco formal e suas curvas insinuantes ela desfilou pelo restaurante até a mesa, os coitados que bocejavam em sua apresentação foram arregalando o olho e segurando o queixo a cada passo daquela dama da noite no salão. Ela sentou-se e começou a admirar o que poderia ser sua vítima, canalizando seu olhar sedento por prazer, mas aquele não deu certo, era um chato, de fato, um chato desligado que havia perdido uma noite que poderia ser inesquecível.

Do outro lado, em outra mesa, surgia um interessado, um forasteiro do mesmo grupo que não havia apresentado suas credenciais, mas ao mesmo tempo estava retomando o tempo perdido, começou a encarar a bela jovem, sugerindo que poderia algo mais, se ela quisesse, é claro. Ela se deixou levar e os dois se aproximaram, conversaram sobre os assuntos banais que eram os mais interessantes daquela noite, assuntos pelos quais os desejos se transportam, palavras inúteis que servem apenas de tapete mágico para a perversão. E assim foi.

Da companhia, vieram os chopp's, as gargalhadas, as coisas em comum e sem sentido e o início de uma recíproca de mãos bobas sob a mesa que incentivavam a prolongar aquela noite, ela sabia fazer isso, ela sabia que aquilo deixaria qualquer homem louco, e ele ficou.

O nobre cavalheiro se ofereceu para acompanha-la até o hotel que ela estava hospedada, um belo hotel da capital gaúcha, de encontro de executivos até assistentes dos assistentes. Ela fez um charme, ele deu a entender que aquilo era apenas o começo e ela sussurou em meio a um olhar malicioso que o transformou no mais virgem dos adolescentes:

- Vamos ?

Ele não disse nada, a seguiu até o elevador, e tomado por uma taquicardia surpreendente, a acompanhou feito um cão sem dono, enquanto ela o encarava com os olhos de um torturador profissional, ela sabia o que iria fazer, e fez.

Depois de entrar naquele quarto, nem Deus e nem o Diabo sabem o que ocorreu ali dentro, e dali sucedeu-se uma noite que só terminou no outro dia pela manhã, um beijo as sete horas da manhã, um até logo, uma taxa extra de hotel paga pela singela dama.

O pobre rapaz até hoje pergunta por ela a pessoas em comum, restou apenas aquela lingerie insinuante e mínima que coroou a noite mais inesquecível da sua vida, apenas uma lembrança que não será relembrada.

E ela continua sendo aquela boa moça, de boa família, aquela moça ingenua, um anjo de olhar cativante.