Posts Mais Acessados

Mostrando postagens com marcador realidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador realidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Multas Caras e a Inércia Rio Grandina

Foto: PRF
Na semana passada, tivemos alterações dos valores das multas de trânsito consideradas mais usuais e mais graves entre os condutores.

É evidente que estas infrações colocam em risco a vida de pessoas que usufruem das vias diariamente, mas também é uma forma bonita de inflar os cofres dos estados.

Veja bem, cito Rio Grande, temos um movimento no distrito industrial(Barra) de grandes proporções, milhares de veículos se dirigem nos sentidos Centro x Barra, Centro x Cassino, Cassino x Barra e Cassino x Centro, pois essa via é alternativa curta e mais rápida, por ser tráfego em BR, e facilita o nosso cotidiano, inclusive o meu, que trabalho na Barra.

Entre estes veículos, temos carros, motos, caminhões de pequeno, médio e grande porte, bicicletas e pedestres.
Em uma breve análise, podemos prever que a PRF irá, simbolicamente, parar com um bloquinho de multas e "fazer a festa" da arrecadação.

Mas, em contrapartida, estes investimentos não chegam aqui, não melhoram as condições de quem depende desse trânsito caótico e não ajuda em nada, pois estamos tendo que nos virar na Lei da Selva diariamente para não nos atrasarmos mais.

A pista é simples, dois lados, e muitos motoristas ainda utilizam o acostamento para se deslocar devido ao trânsito lerdo ocasionado por manobras irregulares e condutores que seguram toda a fila para poder atravessar a via em tempo menor, e acabam prejudicando os demais.

Vejamos os pontos de vista:

  • Carros e Caminhões: As filas imensas impossibilitam o acesso via acostamento para quem precisa manobrar para o outro lado da via, pois o único ponto de acesso adequado para que o veículo para e não precise cruzar os dois fluxos é unicamente na frente do Estaleiro Rio Grande e para funcionários que possuem acesso aos estacionamentos dali, os condutores que trabalham lá, mas não com direito a estacionamento vip, e os que trabalham em outras empresas não tem a mínima acessibilidade ao outro lado e depende da boa vontade do condutor que vem atrás dele, o que está cada vez mais raro. A saída que os motoristas estavam tendo era atravessar a pista direto ao ponto de destino para não perder muito tempo com a travessia. Ainda assim, muitos carros, ônibus de linhas da cidade e caminhões trafegam irregularmente pelo acostamento da via colocando em risco a segurança de todos.

  • Motos: É evidente que em quase todas as localidades do Brasil, as motos não seguem a conduta correta prevista no código de trânsito, e no nosso caso, nós precisamos quase que adivinhar por onde irão ultrapassar nossos veículos, pela esquerda, direita, na mesma pista, isso torna a convivência complicada e aumenta muito o risco de acidentes, mas também não vemos um plano para ao menos minimizar isso, e a viatura da PRF é ausência sentida no nosso dia a dia.

  • Pedestres: Sim. São os pedestres que sofrem com essa loucura diária, eles não conseguem fazer movimentos na via sem perder muito tempo ou sem correr riscos, pois se eles ficam no acostamento, podem sofrer atropelamento, se vão para a pista também e se estão concluindo a travessia, a mesma coisa.
Desde que o nosso Titã chegou, não há uma proposta de melhoria na segurança da via, pelo contrário, foi inserido no meio da via uma barreira para as pessoas não atravessarem em um determinado ponto, mas quem precisa atravessar acaba precisando fazer isso em grupos e se submetendo ao risco de atropelamento coletivo por força de alguma possível imprudência de um motorista ou até mesmo a desatenção.
Sempre defendi a contrução de uma passarela ou um pequeno viaduto de acesso para os trabalhadores terem segurança em seu deslocamento, isso já evitaria parte do trânsito lento e o risco físico das pessoas, mas isso não possui a simpatia do Estaleiro, Prefeitura e Governo Federal, pois já tivemos diversos acidentes de veículos e podemos estar aguardando coisas piores para tomar providências, visto o caso do Trevo, na entrada de Rio Grande, em que precisaram de um bom número de mortes para se ver a real necessidade de readequação da estrutura para o trânsito da via.

Diante de tanta coisa, pergunto:

Onde está a Polícia Rodoviária Federal ?
Onde está a Prefeitura do Rio Grande ?
Onde está a imposição da Estatal Petrobras ?

Quantos acidentes e mortes ainda precisaremos para reconhecer o descaso ?

É bonito dizer que a cidade tem progresso, mas não é fácil reconhecer quando as mentes não acompanham.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Xenofobia não!

Estamos indo pro lado errado.
Houve democracia, as pessoas venceram por sua maioria, que fiquem as teorias de cada um, mas não ofendam seus irmãos de mesma pátria.
Se queremos igualdade, não é hora de discriminação e sim de conciliação, se o eleitor ao seu lado não conhece fundamentos econômicos ou não acompanha indicadores, é preciso entendê-lo, saber o que ele considera mais importante.
O povo se separa por seus ideais, mas precisa de coletividade para suas vitórias, mas não nos unimos por um projeto de eternidade, não apoiamos o outro na sua dor.
Por conta disso, de uma nação de tamanho continental, distribuímos ofensas e atribuímos o erro a quem nem conhecemos ou compartilhamos a realidade. É preciso entender e saber com o que queremos lidar. Se a disputa dependesse apenas de um lado ou de outro, o argumento seria coerente, mas houve divisão em todos os locais, não houve uma unanimidade, e nunca há.
Sejamos unânimes no apoio diário para colher os benefícios em um futuro, vamos disseminar a esperança de um futuro melhor e chegar a um objetivo juntos.
Mas chega de xenofobia e outras fobias, e mais convergência em nosso bem comum.

domingo, 25 de março de 2012

Ideologia - Eu quero uma pra viver!

Até onde podemos ser nós mesmos ?
Acho que a primeira frase ficou meio estranha, mas é como pensei em silêncio enquanto estávamos tratando um assunto meio delicado, que vai desde a liberdade de expressão até a falsidade do ser humano.

Em primeiro lugar, peço desculpas, mas não consegui ser um boneco inteiramente moldado pelo falso moralismo, costumes para se exibir ao público e outras tosquices que carregamos por séculos e não se sabe por que.

Eu cresci em Bagé, uma cidade pequena, e que mantém essa série de costumes idiotas e desprezíveis que vão desde o modo de se vestir até a maneira de pensar e se portar perante a sociedade.
Lá eu vi que todo mundo mente para ser respeitado e manter reputação, sério, reputação é o pior alimento existente em uma sociedade, é um retrocedente, é uma palavra adotada por pessoas que não tem capacidade de pensar por sí mesmas. Cresci vendo uma sociedade de mentira se formar, gente honesta se curvando diante de gente suja, a submissão ao assédio moral, tudo isso estraga as pessoas, as esconde do verdadeiro conhecimento e desenvolvimento de vida.

Depois fui para Pelotas e me dei de cara com outro tipo de sociedade, era diferente, era aberta, era de aceitação, as pessoas não se preocupavam tanto com o que os outros iriam achar, elas simplesmente deixavam os outros serem o que queriam, o que planejavam para suas vidas.
Não vou negar que também vi o bando conservador formado e julgando até o jeito de caminhar dos outros, mas nunca me abalei, sempre procurei ser eu mesmo, agir de maneira transparente com os outros, mas quem disse que pessoas com personalidade são bem aceitas?
Passei um bom trabalho até ser aceito, até ser acolhido, mas arranjei pessoas tão queridas e verdadeiras, que nem precisei me vender aos conceitos, mesmo sendo pobre, não tendo roupas de marca e agindo como sempre quis agir, conquistei amizades verdadeiras e muitas histórias para contar.

Então vim para Rio Grande, a cidade da evolução, mas vou esclarecer, da evolução industrial, naval, do comércio exterior, esta cidade que passa por uma revolução industrial, e pasmem, a maior dificuldade desta cidade é a de desenvolver a consciência e o modo de pensar das pessoas.
Como falei de Bagé dois parágrafos acima, aqui ocorre o mesmo, a cidade tem coronéis, tem escravos e tem italiano que se vendem por teto e comida para trabalhar, e este é meu caso, sou um destes italianos.
Sou pobre, trabalhador, idealista, realista(mesmo que signifique 60% pessimista), verdadeiro(custa muitas amizades) e sincero. Digo a vocês...

O que ganho com isso?

-- Respeito e Pessoas verdadeiras

Mas respeito de pessoas que são sinceras também, que aceitam os outros e que entendem que as pessoas podem ser diferentes e longe da mesmice provinciana.
Passei trabalho por aqui, dificuldade de adaptação, de compreensão, de comunicação, de aceitação, mas nem por isso sofri, pelo contrário, busquei minha felicidade sem parar e hoje posso dizer que sou feliz, que tenho amigos, que tenho um excelente trabalho, que tenho uma ótima vida.

Errei muito, aprendi bastante e caí muito até vislumbrar minha imagem no espelho com admiração.

Sinceramente, eu não espero que me amem, não espero que me admirem, só espero que todos que tiverem a oportunidade de ler este texto possam refletir e ver ao que estão servindo.

Tu estás no picadeiro ou na platéia? Ou és que nem eu que nem passou perto do circo de ilusão e falsidade ?

Boa semana, abraço!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Até o chão !

Retirado do rioscope.com.br


O que seus pais diriam se dissesses que iria a um baile funk ?

Mas o que eles diriam se dissesse que iria a uma festa e omitisse o tipo de festa ?

Mesmo que eles não existam mais ou que não estejam mais presentes em suas vidas, sempre penso no que meus pais iriam pensar de determinado comportamento meu, e isto me inspirou ao texto.

Tenho que dizer, por umas e outras, acabei caindo em um lugar destes, e sabe o que encontro ?
Um local típico do funk carioca, e isto aqui no Rio Grande do Sul, que não é um celeiro do estilo musical.

Letras obscenas, coreografias dignas de repúdio da sociedade e trajes mínimos, sim, foi isto que vi.

Digo mais, mulheres empinando suas bundas e indo até o chão, deixando com que os marmanjos que, beneficiados pela facilidade, desfrutem de um coxa-coxa embalados com coreografias que falam em assuntos próprios para os movimentos.

As mulheres que nós vemos pedindo para ser respeitadas e tratadas com carinho e respeito estão lá, se esfregando no fulaninho que chegou junto, ou pior, naquele que disse que não tem problema nenhum em uma brincadeirinha.

Mas não pensem que estamos livres da triste realidade, ela está por todos os lugares, com mulheres que são damas respeitadas se entregando a bebida, músicas com letras insinuantes, drogas e prazer, é isto que o Brasil pensa do Rio de Janeiro, mas cada vez está mais perto de todos nós.

Só digo uma coisa, ninguém pode pedir respeito e bom trato enquanto está rebolando até o chão e cantando um bando de letras em que se oferece e degrada a própria imagem.

Um brinde a hipocrisia, ou melhor, um brinde a putaria !

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Você não gosta do seu trabalho ? Ela gosta!





Quando a inspiração para o assunto não vem, acaba acontecendo algo interessante em nossa vida e nos faz escrever. Pois bem, estava em meu MSN até que uma pessoa me adiciona, se identifica, diz sua ligação comigo através de uma pessoa e começamos a falar de sua vida. Mas que vida?

Ela faz programas, gosta disso e se diz feliz.

Eu não sei de que ponto parte a fixação por algo que muitos pensam como degradante, mas ela acaba dizendo que faz o que gosta(e o resto das mulheres) e ganha por isso e se sente realizada. Teria coisa melhor ? Você trabalhar fazendo o que gosta?

O caminho é sempre o mesmo, é o dinheiro fácil, a facilidade em usar um rosto e corpo bonito para atrair homens gulosos por uma hora, ou uma noite de prazer, e são recompensadas por seu carinho e atenção nestes momentos. Nesta hora, não cabe pensarmos no que é certo e o que é errado, e sim no que é lucrativo ou não, é uma troca, assim como sempre ocorreu na história, sexo por dinheiro para ela, e dinheiro por sexo para os homens.
O valor disso? Não preciso divulgar e nem fazer questão de saber, pois varia de mulher para mulher e de cliente para cliente, nem todo mundo é igual.

Acho justo a pessoa cobrar quando tem alguém que procura por isso, e no caso dela, a procura é satisfatória e garante o seu sustento e ajuda financeira a seus pais que não sabem nada do assunto.

Para quem pensa que essas mulheres não tem sentido no que fazem, elas tem, tem pais, tem filhos, tem pessoas que também as exploram e fazem de sua vida apenas de uso do seu corpo e sem conhecer a alma destas pessoas.

Quando perguntei sobre se apaixonar, ela não me respondeu, foi distante, talvez tenha tido alguma experiência afetiva que não traga lembranças boas, mas todas as mulheres tem sonhos, todas tem um ponto em comum, uma busca, a felicidade no amor, quem sabe? Um filho ? Isso varia de cada uma.

A história dela me interessou a partir do ponto que sempre tive uma ideologia, que independente do que as pessoas façam, trabalho é trabalho, alguém tem necessidades básicas e supérfluas, todos tem sonhos e cada um busca eles do seu jeito, ela não está errada, está trilhando seu caminho para buscar sua felicidade ou satisfação, que são coisas diferentes.

Creio que a pessoa que escolhe ou é forçada a seguir nessa vida deve ser respeitada e tratada como qualquer outra por ser um ser humano, por não ter tido a mesma sorte de uns, por ter escolhido outros caminhos para ter qualidade de vida. Quem não quer qualidade de vida, né?

Enfim, meus amigos, tentei explicar sobre algo diferente, tentei pensar, dissertar, devanear. Caso alguém tenha algo parecido para compartilhar, fique a vontade.

Abraços!