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Para quem deseja ver as coisas como são e não como devem ser.
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| imagem: humorsulfurico.blogspot.com |
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Desde 2006, quando entrei na Furg, os DCE's não tiveram ações expressivas, sempre com a utopia de uma universidade melhor e o bem estar discente. Agora vejo uma eleição com chapas e apoiadores mexidos com o desfecho das eleições que mobilizaram o país este ano. Os apelos são os mesmos, a necessidade de mobilização também, mas o que já se viu na prática nos anos que estive por lá é o comodismo de quem está no falso poder, pois o DCE não dispõe de poder e não entra em choque com a universidade.
As conquistas que vi, concretas, foi a aquisição de um microondas e uma salinha que servia de local de bate-papo para os representantes e seus amigos.
As carteirinhas de estudante durante o tempo que fiquei lá, ficaram na promessa, e só teve essa distribuição das solicitadas por 2006/2007.
O DCE é basicamente formado pelos alunos de essência esquerdistas, aqueles que tem um quadro do Che na parede do quarto e acham que vida dura é pegar o busão lotado da Noiva do Mar e viver arrastando o véu do PT e PC do B.
Agora, por incrível que pareça, há 3 chapas, pelo que presenciei no Facebook.
A situação com o lema "pior que tá não fica", a galera que já está no poder e só quer tomar seu cafezinho em paz.
Uma segunda, que também é formado por uma turma esquerda moderada e que quer fazer mais do mesmo, uma espécie de chapa Marina Silva.
Uma terceira com argumento direitista, de oposição, de indignação, e que quer o melhor para a turma, a deles e da Furg.
No fundo, o DCE vai continuar a mesma essência vazia e que não consegue nem entregar as carteirinhas estudantis, vai ter que bater palminhas pro reitor e tentar, pelo menos, colocar algo na sala pra acompanhar o microondas, quem sabe filtro de água.
Enfim, se alguma chapa prometer e entregar as carteirinhas, pode votar de olho fechado que essa já tem um projeto de governo.
Estamos indo pro lado errado.
Houve democracia, as pessoas venceram por sua maioria, que fiquem as teorias de cada um, mas não ofendam seus irmãos de mesma pátria.
Se queremos igualdade, não é hora de discriminação e sim de conciliação, se o eleitor ao seu lado não conhece fundamentos econômicos ou não acompanha indicadores, é preciso entendê-lo, saber o que ele considera mais importante.
O povo se separa por seus ideais, mas precisa de coletividade para suas vitórias, mas não nos unimos por um projeto de eternidade, não apoiamos o outro na sua dor.
Por conta disso, de uma nação de tamanho continental, distribuímos ofensas e atribuímos o erro a quem nem conhecemos ou compartilhamos a realidade. É preciso entender e saber com o que queremos lidar. Se a disputa dependesse apenas de um lado ou de outro, o argumento seria coerente, mas houve divisão em todos os locais, não houve uma unanimidade, e nunca há.
Sejamos unânimes no apoio diário para colher os benefícios em um futuro, vamos disseminar a esperança de um futuro melhor e chegar a um objetivo juntos.
Mas chega de xenofobia e outras fobias, e mais convergência em nosso bem comum.
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| Foto meramente ilustrativa |
Eu voto na Luciana Genro, com certeza.
Pode ser filha do Tarso e bibibi, mas vejo alguém que entende de política e tem uma idéia clara de governo ficar imersa neste mar de peixes marcados chamado de resultado de pesquisa eleitoral. Eu as detesto. Adoraria ver essa máquina antiquada de concentração de votos acabar.
É triste ver como a falácia dos Maria-vai-com-as-outras é um resultado real da democracia brasileira, isso dinamita a liberdade de escolha.
Tu podes não gostar dos 3 candidatos que concentram a imensa maioria nas pesquisas, mas precisa votar neles para se sentir intervindo no futuro do país.
Isso é falsa democracia, é como escolher o torturador que aparenta ser mais bonzinho e irá te matar com um tiro apenas.
Nosso conceito bonito, no discurso, chamado democracia, nada mais é do que uma ilusão de que podemos decidir nosso futuro sendo que ele já é definido antes mesmo das chapas consolidarem seus representantes.
Mais uma vez, provamos do sabor amargo de nosso dever de cidadão, o do falso voto.