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sábado, 22 de novembro de 2014

O Silêncio dos(eleitores) "Inocentes"

imagem: humorsulfurico.blogspot.com
Há coisas difíceis de se entender, e uma delas é o silêncio que se espalha neste país após as eleições.
O que trouxe um pouco de alegria após isso foi aquela declaração de que hoje não se rouba nada perto de antes e que o governo atual era espetacular, certamente, algum beneficiário querendo manobrar novamente a consciência do cidadão brasileiro e fazê-lo acreditar que o errado é o certo e vice-versa, o que muito já vem ocorrendo por aqui.

Aqueles que comemoraram a reeleição da Presidenta da República estão calados, estarrecidos, e de certa forma enganados pela ilusão de que viviam em um país sem igual, e sem verdade também.
O país que foi vendido no programa eleitoral petista não existe, e pelo contrário, tende a se desestabilizar cada vez mais.
Chegamos a um momento tenebroso, o momento em que vimos que os crimes de corrupção possuem 53 milhões de cúmplices e mais de 30 milhões que não estão nem aí, pois voto em branco ou nulo e abstenção só salva eleição no “País das Maravilhas”, aquele da Alice.
Estamos de luto por um desenvolvimento fracassado, uma politica assistencialista de faz de conta, e pelo saque de nossas empresas públicas e da arrecadação da União.
Hoje, pagamos diversos impostos, justos ou não, e sabemos para onde vai, ou melhor, para os bolsos que vão. Quem votou na reeleição não pode dizer que não sabia dessa onda de crimes contra a nação, eles sabiam sim, os veículos de comunicação, ditos na época como antigovernistas, estavam alertando que a coisa vinha de mal a pior, e que o ano iria encerrar com um fiasco econômico, mas a imprensa sustentada pelo governo era enaltecida, e ainda é, por um bando de pobre coitados, é retratada como imprensa isenta e de bom jornalismo.



A maior conquista do PT com certeza foi dividir o país, mas não entre pobres e ricos, mas entre estúpidos e revoltados, pois quem concorda há 12 anos com os saques aos cofres públicos só pode ser estúpido, e quem é contra, só pode ser revoltado, pois não tem forças para mudar uma realidade que não o agrada, e por isso, só tem o protesto para dispensar as orelhas de burro que a população brasileira insiste em carregar.

Frases proferidas por nossa presidente, intensas e erradas, como “eu dei autonomia a Polícia Federal”, “o procurador geral da república não é o engavetador de antigamente” e “o Brasil está sendo afetado por uma crise no exterior”.

Sério, vocês acreditam nisso? Não podem ser tão avessos a realidade para acreditar numa besteira dessas.
crédito a manchetepb

Eu até entendo o voto das cidades que tem influência de obras públicas, cidades com estaleiros na ativa, como a minha, que tem uma boa parcela de indivíduos que não queriam perder o emprego, que votou por medo e não por consciência política, e quem vota por medo tem atraso de desenvolvimento intelectual, é notório, tirando o tempo do coronelismo em que os coronéis viam os votos dos escravos e empregados, isso sim era votar por medo.
Mas vou além, estes não votaram por medo, votaram por egoísmo, por verem a nossa bandeira ser cuspida e pisoteada, mas se despem do próprio caráter para não pensar no próximo, em quem realmente precisa, e no futuro, para nossas crianças de todo Brasil terem educação básica igualitária e chegarem na universidade com reais condições de adquirirem conhecimento para exercer a profissão escolhida.
Todos esqueceram que a saúde está sucateada e o ensino também, e não sou eu que estou dizendo, é o Brasil que está, mas esqueceu disso na hora de escolher seu destino.
Quem confirmou aquele voto disse: “Sim, eu concordo com a corrupção, eu concordo com a inércia econômica e não me preocupo com o futuro do país”. Esta escolha foi maior do que se pensou, e significou a adoção da ditadura esquerdista, aquela em que pessoas que dizem que fazem o bem por nós, irão nos saquear e ainda adoraremos tais coisas.

crédito a palavraspolivalentes

A Petrobrás é a melhor atriz coadjuvante, com certeza, dos episódios de corrupção deste país, mas os personagens principais, deram enfase ao projeto protecionista de construção de plataformas de conteúdo nacional fazendo as contas de quanto iriam lucrar com isso, assim como o PAC e demais projetos orquestrados pelo governo, que tiveram início e não tiveram fim, o que é uma marca registrada da dinastia atual.
Não pensem que só a Petrobras foi saqueada, os Correios também já foram, e em breve, poderemos ver que o BNDES, a Caixa e o Banco do Brasil podem ter sido vítimas do mofo que se acumula chamado de base aliada, de parceiros do governo, essa gente e seus partidos que só pensam em sí próprios. É questão de tempo para vermos que estamos imersos na lama da corrupção e que a população só pode cobrar a conta daqui a 4 anos, se não formos novamente prejudicados pela maioria que paga caro pela ilusão.

Façam a conta, o país dá dinheiro para isso e aquilo, tira a comissão de seu bando político no meio do caminho, e no final, quem paga a conta?


Não entendeu ainda? Então o meu texto estava certo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Utopia e DCE da FURG, sinônimos

Desde 2006, quando entrei na Furg, os DCE's não tiveram ações expressivas, sempre com a utopia de uma universidade melhor e o bem estar discente. Agora vejo uma eleição com chapas e apoiadores mexidos com o desfecho das eleições que mobilizaram o país este ano. Os apelos são os mesmos, a necessidade de mobilização também, mas o que já se viu na prática nos anos que estive por lá é o comodismo de quem está no falso poder, pois o DCE não dispõe de poder e não entra em choque com a universidade.
As conquistas que vi, concretas, foi a aquisição de um microondas e uma salinha que servia de local de bate-papo para os representantes e seus amigos.
As carteirinhas de estudante durante o tempo que fiquei lá, ficaram na promessa, e só teve essa distribuição das solicitadas por 2006/2007.
O DCE é basicamente formado pelos alunos de essência esquerdistas, aqueles que tem um quadro do Che na parede do quarto e acham que vida dura é pegar o busão lotado da Noiva do Mar e viver arrastando o véu do PT e PC do B.
Agora, por incrível que pareça, há 3 chapas, pelo que presenciei no Facebook.

A situação com o lema "pior que tá não fica", a galera que já está no poder e só quer tomar seu cafezinho em paz.

Uma segunda, que também é formado por uma turma esquerda moderada e que quer fazer mais do mesmo, uma espécie de chapa Marina Silva.

Uma terceira com argumento direitista, de oposição,  de indignação, e que quer o melhor para a turma, a deles e da Furg.

No fundo, o DCE vai continuar a mesma essência vazia e que não consegue nem entregar as carteirinhas estudantis, vai ter que bater palminhas pro reitor e tentar, pelo menos, colocar algo na sala pra acompanhar o microondas, quem sabe  filtro de água.

Enfim, se alguma chapa prometer e entregar as carteirinhas, pode votar de olho fechado que essa já tem um projeto de governo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Xenofobia não!

Estamos indo pro lado errado.
Houve democracia, as pessoas venceram por sua maioria, que fiquem as teorias de cada um, mas não ofendam seus irmãos de mesma pátria.
Se queremos igualdade, não é hora de discriminação e sim de conciliação, se o eleitor ao seu lado não conhece fundamentos econômicos ou não acompanha indicadores, é preciso entendê-lo, saber o que ele considera mais importante.
O povo se separa por seus ideais, mas precisa de coletividade para suas vitórias, mas não nos unimos por um projeto de eternidade, não apoiamos o outro na sua dor.
Por conta disso, de uma nação de tamanho continental, distribuímos ofensas e atribuímos o erro a quem nem conhecemos ou compartilhamos a realidade. É preciso entender e saber com o que queremos lidar. Se a disputa dependesse apenas de um lado ou de outro, o argumento seria coerente, mas houve divisão em todos os locais, não houve uma unanimidade, e nunca há.
Sejamos unânimes no apoio diário para colher os benefícios em um futuro, vamos disseminar a esperança de um futuro melhor e chegar a um objetivo juntos.
Mas chega de xenofobia e outras fobias, e mais convergência em nosso bem comum.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Eleitorado Brasileiro, na urna e no cotidiano

Foto meramente ilustrativa
Do meio de Setembro para cá, as corridas eleitorais começaram a tomar mais corpo nas redes sociais, são memes(montagens e piadas feitas com trechos de discursos ou falas), vídeos, textos, notícias e tudo o mais, até o WhatsApp está sendo utilizado como meio de conquista ou afirmação eleitoral. A dúvida, quase sempre, é da veracidade dos conteúdos, mas, adiante.

Hoje em dia, todos tem o poder de disseminar seus ideais, pensamentos ou terrorismos por conta da abertura que as redes sociais nos proporcionaram, o Facebook, de maior domínio popular na atualidade, conta com a eficiência de um megafone para que todos saibam como as pessoas se sentem, o que elas pensam e como elas querem que nos portemos perante suas afirmações. Evidentemente, quem posta algo lá quer repercussão, curtidas, compartilhamentos, e as vezes não está nem aí se está fazendo o justo, mas está fazendo o certo, para ele, o seu certo. Diante disso, se torna explicável de vermos alguns absurdos, seja com fonte garantida, jornais e revistas com ideologias cravadas, e que defendem o candidato A ou B.

Por vezes, isso tem um lado bom, pois se defende A irá buscar todos os argumentos possíveis para descontinuar a crença do eleitor dele, irá produzir material bélico para bombardear seu caminho na disputa, e servirá para influenciar na mente de eleitores que gostam de ler, mas não avaliam o que leem, que tornam o centro de suas informações aquela publicação que, por maioria de vezes, é parcial e direcionada ao ataque do que a ponderação dos lados.

Eu não venho por meio de meus textos influenciar o voto para o lado A ou B, mas a minha postura pessoal é conhecida e não tenho o intuito de divulgar pelo meu canal junto ao leitor, mas faço um acompanhamento direto de como essa relação da mídia com grupos políticos pode manipular a verdade.

Esses dias, fui expulso de um grupo de Facebook, simplesmente porque defendo minha escolha nele e porque reina uma ditadura imposta por moderadores, onde se direcionam favoráveis a posts, alguns de caráter duvidoso, pró partido da corrida eleitoral e disseminam o ódio dos membros contra o outro lado, fazendo o grupo de instrumento de manipulação eleitoral, afinal, o mesmo tem 40.000 membros e boa parte dele não consegue dialogar ou articular opiniões coerentes, muito menos fazer uma ponderação sobre que lado escolher para que tenhamos um apoio colaborativo das esferas públicas. Estes que não conseguem articular com facilidade, viram vítimas fáceis nas mãos mal intencionadas e votam com a vontade dos poucos manipuladores.

A dificuldade exposta nos meios é que, quem dá a opinião, não aceita opinião do lado oposto, prejudica seu relacionamento com o "opositor" e até mesmo corta laços por haver divergência sobre suas ideologias políticas. Há também o reacionário que não quer nem saber, vai votar nulo e discrimina os grupos políticos a ponto de cortar relações com os que tentam um debate na rede, e isto só vai o prejudicar mais tarde, pois não sabemos com que grau afetamos os outros com uma decisão errada em nossas vidas, principalmente no que faz menção a relações sociais.

Quem quer discutir e dialogar sobre o pleito, tudo bem, quem não quer, tenha paciência, não faz mal para a visão e nem para o humor, é só questão de relevar que isso tem data e hora para acabar.
O prazer da discussão política é indescritível, pena que só acontece de 2 em 2 anos para esferas eleitorais diferentes. Se o brasileiro tivesse com verdadeiro interesse de uma reforma política, tributária, penal e civíl, com certeza não teria parado nos 20 centavos, mas ido muito além, pois este desinteresse desqualifica o voto do eleitor, um voto tímido e que, na maioria das vezes, não expressa o que ele sente.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Da selfie a poluição

O camarada fez selfie na urna, uau, isso é tão 'fuck the police' nos tempos modernos, tipo o político fazer selfie recebendo propina.
Imagino o deputado lá tirando foto ao lado de uma mala cheia de dinheiro sorridente e compartilhando seu momento de felicidade com a população. Mas também temos as carreatas dispersas com bandeiras, carros de som, boca de urna no dia das eleições, isso mostra o quanto é bonita nossa democracia, e o mais chocante é o eleitor que se convence no caminho para votar que, um santinho jogado no chão ou um Zé fazendo propaganda ali por perto, daquele candidato será a melhor escolha para sua esfera eleitoral.
Depois disso, fica a sujeira, as pessoas que não conseguiram dormir ou ter um trânsito tranquilo em seu deslocamento pela festa da democracia de meia dúzia.
A maior dificuldade é entender que todo aquele festejo pode ter sido em vão por um candidato que mais pensou em um polpudo salário durante quatro anos do que propriamente no bem estar de seu eleitorado.
Digo mais, quem reclama das torcidas de clubes de futebol, de fanatismo religioso e sai por aí desfazendo a escolha do outro, xingando o outro partido ou candidato ou entrando em briga por causa disso, é farinha do mesmo saco.
Quando a pessoa age indevidamente para proteger sua posição eleitoral, ela está sendo tão bandida quanto mais um dos corruptos do nosso dia a dia.
Agora vamos a um segundo turno, mais sujeira, tanto física quanto virtual, sonora ou ideológica irão jorrar pelas cidades, e vos digo, sinceramente, que torço para embates mais limpos em todos os sentidos e que o sentimento de democracia que tanto lutamos desde o término da Ditadura Militar se cumpra nas nossas escolhas para os próximos quatro anos.
Que seja um segundo turno apenas de escolha, e não de poluição, selfies e desrespeito com o próximo ou com a população como um todo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Odeio pesquisas eleitorais

Eu voto na Luciana Genro, com certeza.
Pode ser filha do Tarso e bibibi, mas vejo alguém que entende de política e tem uma idéia clara de governo ficar imersa neste mar de peixes marcados chamado de resultado de pesquisa eleitoral. Eu as detesto. Adoraria ver essa máquina antiquada de concentração de votos acabar.
É triste ver como a falácia dos Maria-vai-com-as-outras é um resultado real da democracia brasileira, isso dinamita a liberdade de escolha.
Tu podes não gostar dos 3 candidatos que concentram a imensa maioria nas pesquisas, mas precisa votar neles para se sentir intervindo no futuro do país.
Isso é falsa democracia, é como escolher o torturador que aparenta ser mais bonzinho e irá te matar com um tiro apenas.

Nosso conceito bonito, no discurso, chamado democracia, nada mais é do que uma ilusão de que podemos decidir nosso futuro sendo que ele já é definido antes mesmo das chapas consolidarem seus representantes.

Mais uma vez, provamos do sabor amargo de nosso dever de cidadão, o do falso voto.