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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Escrever sobre Brasil é perda de tempo

Falar do Brasil, é perda de tempo, é uma espécie de narrativa de Alice no País das maravilhas, cada um vive em um mundo diferente, pessoas têm noções diferentes do mesmo cenário e acreditem, a ética(ou falta dela) é subjetiva para cada cidadão.

Por isso, é tão difícil.

Ora a pessoa se diz ofendida com a corrupção, mas faz um jeitinho aqui e ali, descumpre uma lei, esconde algo, tenta tirar vantagem no trabalho, e por aí vai, também não quero ficar colocando carapuça na cabeça dos meus conhecidos. É difícil mas, por vezes pergunto, e se te colocam 1 milhão na frente para fazer, ou deixar de fazer algo, que sabes que é anti-ético? Pois é aí que vemos que a solução nem está no fim do túnel, mas no fim da galáxia.

Acredito que com a descrença que o povo vê o país hoje, fica praticamente impossível de se esperar um futuro melhor, pois isso não vemos melhoria na cultura brasileira. Cultura essa de que a impunidade reina em nosso cotidiano, pelo contrário, mostra-se que o respeito as leis e a honestidade como um todo são que nem os dez mandamentos, todo mundo conhece, mas não respeita.

Enquanto não vermos lideranças sendo punidas como se deve, o povo vai continuar com este sentimento que só estimula a repetição de conduta negativa.

O Brasil não está na imoralidade de graça, mas há mais de 500 anos ainda se comporta como um adolescente rebelde, com muitos sonhos e pouca maturidade.

Talvez se precise maturidade para se julgar o que é certo e o que é errado, desde que haja punição equivalente para quem sair dos trilhos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Curtir e Compartilhar é Problema Seu Sim!

crédito a tutoriaisecodigos.com
É difícil ver o mundo real hoje em dia, todo mundo tem acesso a informação, se é falsa, compartilha, se é verdadeira, também, se lhe agrada, isso é o que importa.
Ninguém está interessado em verificar a veracidade. Mas para que verificar? Se saiu na Veja, Istoé, Folha, Pragmatismo, Brasil24/7 é porque são notícias quentes. Depende de quem come o filé e de quem corta o mesmo filé no açougue.
O mais interessante, em um mundo real virtual, que de tão real nos apresenta até as mentiras do cotidiano de uma vida real, é entender a essência de quem está escrevendo e nisto apontar a tendência.
Ora, é fácil apontar que a revista Veja é anti-governo e tem tendência a noticiar seus desvios, mas esta possui dados e informações que comprovam a veracidade dos fatos. Do outro lado, já há o jornalismo independente do pragmatismo político que é praticamente o blog de relações institucionais do PT, que depende este partido e ataca os demais, mas também tem sua veracidade em cima do que noticia como fato, mas quando vai a opinião do blog, compromete sua credibilidade.
Aí nós pensamos: "Ora, então não tem em quem confiar!".
Tem sim, mas isso depende mais do que nós queremos ler e o que nos traz tranquilidade e uma sensação de justiça, sendo esta a justiça que julgamos ser a correta.
Mas o mais interessante mesmo é ver o que todos falam e se tirar uma conclusão, com base em seus argumentos, do que é verdade.
O que mais aprendi nessa vida de redes sociais é que tudo pode ser verdade ou não ser, depende do que iremos curtir ou compartilhar.
Em tempo, Veja noticia nestas últimas semanas a apuração da CPI do Lava Jato e os indiciamentos que não ocorreram pela própria, mas faz a ressalva de que o MPF entrou na causa para garantir punições.
O Pragmatismo relata que a oposição, liderada pelo ex-lider do PSDB, Sergio Guerra, também este no esquema e recebeu dinheiro para desacelerar a investigação.
Ou seja, temos um jornalismo apurando fatos e trazendo as verdades da investigação constantemente, e temos o folhetim independente direcionando o seu foco para o outro lado, o lado que incomoda o governo e sua base aliada.
Cada um decide no que acredita, ou deixa de acreditar em tudo, já que não faz mais sentido acreditar em um futuro bom para nosso país.

sábado, 1 de novembro de 2014

Bando de babacas manifestantes

Imagem de: http://euricopaz.blogspot.com.br/
Hoje vi diversas pessoas criticando a manifestação de impeachment em São Paulo argumentando que é uma tentativa ridícula de mudança de cenário político, ato de coxinhas e por aí vai.

Bom, acredito que as mesmas não tenham apoiado a manifestação dos trouxas dos "20 centavos" do ano passado, pois foi o ato de maior imbecilidade do qual eu também participei. E o que conseguimos com aquilo ?

- O desprestígio da classe médica brasileira e o repasse indireto de dinheiro a Cuba através do desconto da remuneração dos imigrantes do Mais Médicos.
- O congelamento da tarifa de transporte público, em compensação, pagamos com inflação, exploração da população via impostos, teremos aumento no preço da energia, combustíveis, taxa de juros.

- 75% dos royalties do pré-sal para a educação. Essa eu só acredito vendo, e com certeza terá algo que tramitará e levará uma parte desse dinheiro, ou os repasses nem chegarão ao benefício do povo, isso se o pré-sal realmente for algo palpável e sustentável, e não aqueles campos que o Eike Batista "descobriu" e no final das contas se tratava apenas de pura alavancagem.

- PEC 37, que tiraria o poder de investigação do MP foi rejeitada, mesmo assim, a lisura das investigações na esfera federal e a apuração é desanimadora.

Será difícil e duro às pessoas a resistir aos acontecimentos que se sucederão em 2015, será um ano de crises, e só serão duramente percebidas pela população mais pobre, que optou pela manutenção do poder executivo federal, com isso, a política econômica, se aceito o cargo de Ministro da Fazenda pelo Presidente do Bradesco, será submetida aos grandes bancos, o que era demonizado pelo governo atual, e com isso, não serão os pobres que obterão vantagens, mas o já farto naco de arrecadação será dos banqueiros.

É impressionante ver tantas notícias ruins em tão pouco tempo, e em uma mesma semana, sobre a situação do país, mas acredito que o povo brasileiro tirará de letra estes novos 4 anos que terão tudo para ser um período de trevas para o povo, pois todo seu ganho com estes 20 anos de Plano Real serão depositados na conta de um governo que dá, mas que tira muito mais de seu povo.

O paternalismo atual é como um circo, onde quem ri é o dono dele e os palhaços que conduzem os espetáculos, mas a platéia paga, se diverte por poucas horas, e depois pode voltar a viver seus próximos dias tristes.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Eleitorado Brasileiro, na urna e no cotidiano

Foto meramente ilustrativa
Do meio de Setembro para cá, as corridas eleitorais começaram a tomar mais corpo nas redes sociais, são memes(montagens e piadas feitas com trechos de discursos ou falas), vídeos, textos, notícias e tudo o mais, até o WhatsApp está sendo utilizado como meio de conquista ou afirmação eleitoral. A dúvida, quase sempre, é da veracidade dos conteúdos, mas, adiante.

Hoje em dia, todos tem o poder de disseminar seus ideais, pensamentos ou terrorismos por conta da abertura que as redes sociais nos proporcionaram, o Facebook, de maior domínio popular na atualidade, conta com a eficiência de um megafone para que todos saibam como as pessoas se sentem, o que elas pensam e como elas querem que nos portemos perante suas afirmações. Evidentemente, quem posta algo lá quer repercussão, curtidas, compartilhamentos, e as vezes não está nem aí se está fazendo o justo, mas está fazendo o certo, para ele, o seu certo. Diante disso, se torna explicável de vermos alguns absurdos, seja com fonte garantida, jornais e revistas com ideologias cravadas, e que defendem o candidato A ou B.

Por vezes, isso tem um lado bom, pois se defende A irá buscar todos os argumentos possíveis para descontinuar a crença do eleitor dele, irá produzir material bélico para bombardear seu caminho na disputa, e servirá para influenciar na mente de eleitores que gostam de ler, mas não avaliam o que leem, que tornam o centro de suas informações aquela publicação que, por maioria de vezes, é parcial e direcionada ao ataque do que a ponderação dos lados.

Eu não venho por meio de meus textos influenciar o voto para o lado A ou B, mas a minha postura pessoal é conhecida e não tenho o intuito de divulgar pelo meu canal junto ao leitor, mas faço um acompanhamento direto de como essa relação da mídia com grupos políticos pode manipular a verdade.

Esses dias, fui expulso de um grupo de Facebook, simplesmente porque defendo minha escolha nele e porque reina uma ditadura imposta por moderadores, onde se direcionam favoráveis a posts, alguns de caráter duvidoso, pró partido da corrida eleitoral e disseminam o ódio dos membros contra o outro lado, fazendo o grupo de instrumento de manipulação eleitoral, afinal, o mesmo tem 40.000 membros e boa parte dele não consegue dialogar ou articular opiniões coerentes, muito menos fazer uma ponderação sobre que lado escolher para que tenhamos um apoio colaborativo das esferas públicas. Estes que não conseguem articular com facilidade, viram vítimas fáceis nas mãos mal intencionadas e votam com a vontade dos poucos manipuladores.

A dificuldade exposta nos meios é que, quem dá a opinião, não aceita opinião do lado oposto, prejudica seu relacionamento com o "opositor" e até mesmo corta laços por haver divergência sobre suas ideologias políticas. Há também o reacionário que não quer nem saber, vai votar nulo e discrimina os grupos políticos a ponto de cortar relações com os que tentam um debate na rede, e isto só vai o prejudicar mais tarde, pois não sabemos com que grau afetamos os outros com uma decisão errada em nossas vidas, principalmente no que faz menção a relações sociais.

Quem quer discutir e dialogar sobre o pleito, tudo bem, quem não quer, tenha paciência, não faz mal para a visão e nem para o humor, é só questão de relevar que isso tem data e hora para acabar.
O prazer da discussão política é indescritível, pena que só acontece de 2 em 2 anos para esferas eleitorais diferentes. Se o brasileiro tivesse com verdadeiro interesse de uma reforma política, tributária, penal e civíl, com certeza não teria parado nos 20 centavos, mas ido muito além, pois este desinteresse desqualifica o voto do eleitor, um voto tímido e que, na maioria das vezes, não expressa o que ele sente.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Da selfie a poluição

O camarada fez selfie na urna, uau, isso é tão 'fuck the police' nos tempos modernos, tipo o político fazer selfie recebendo propina.
Imagino o deputado lá tirando foto ao lado de uma mala cheia de dinheiro sorridente e compartilhando seu momento de felicidade com a população. Mas também temos as carreatas dispersas com bandeiras, carros de som, boca de urna no dia das eleições, isso mostra o quanto é bonita nossa democracia, e o mais chocante é o eleitor que se convence no caminho para votar que, um santinho jogado no chão ou um Zé fazendo propaganda ali por perto, daquele candidato será a melhor escolha para sua esfera eleitoral.
Depois disso, fica a sujeira, as pessoas que não conseguiram dormir ou ter um trânsito tranquilo em seu deslocamento pela festa da democracia de meia dúzia.
A maior dificuldade é entender que todo aquele festejo pode ter sido em vão por um candidato que mais pensou em um polpudo salário durante quatro anos do que propriamente no bem estar de seu eleitorado.
Digo mais, quem reclama das torcidas de clubes de futebol, de fanatismo religioso e sai por aí desfazendo a escolha do outro, xingando o outro partido ou candidato ou entrando em briga por causa disso, é farinha do mesmo saco.
Quando a pessoa age indevidamente para proteger sua posição eleitoral, ela está sendo tão bandida quanto mais um dos corruptos do nosso dia a dia.
Agora vamos a um segundo turno, mais sujeira, tanto física quanto virtual, sonora ou ideológica irão jorrar pelas cidades, e vos digo, sinceramente, que torço para embates mais limpos em todos os sentidos e que o sentimento de democracia que tanto lutamos desde o término da Ditadura Militar se cumpra nas nossas escolhas para os próximos quatro anos.
Que seja um segundo turno apenas de escolha, e não de poluição, selfies e desrespeito com o próximo ou com a população como um todo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A casa do Obama e a casa do Zé

Agora há pouco, vi no Jornal Nacional que um maluco pulou a cerca da Casa Branca americana, sim, só um maluco pra fazer isso.
A partir disso, a segurança prometeu ampliar o perímetro para que a autoridade máxima americana sequer sinta um sopro de insegurança em suas proximidades.
Depois disso, lembrei daqui, da realidade conturbada que vivemos em Rio Grande, e no Brasil como um todo. Está difícil ousar caminhar pela cidade com tantos relatos de assaltos, mortes e obscenidades do cotidiano. Ora é um homicídio, ora é um estuprador solto fazendo vítimas.
Nisto, cabe a nós, meros mortais, pensarmos, será que vale a pena sair por isso ou por aquilo? E se eu não voltar? Essas coisas. Acho que nunca vi uma realidade tão cruel como estamos enfrentando hoje, pouca força policial, mesmo com a dedicação destes, mas infelizmente a boa vontade não faz volume em uma cidade com tanto desenvolvimento insustentável.
Hoje, está muito complicado controlar uma população que cresceu de forma intensa nos ultimos 4 anos e que conta com o mesmo policiamento, ainda que, este esteja em pequena parcela em nossas ruas.
O cidadão riograndino assiste a estes abusos da criminalidade de mãos atadas e torcendo para que não aconteça a sí próprio e as pessoas que ama. Penso que de nada adianta tentar achar soluções já que o Governo do Estado pouco pensa no berço do Polo Naval gaúcho e o Nacional deixa, geralmente, seus projetos pela metade.
Que possamos confiar nosso futuro a um bom acaso, pois já desistimos de acreditar nas pessoas e em nossos governantes.
Pelo amor da segurança! Abraço Brigada Militar e Guarda Municipal, sabemos que o possível é feito por vocês!

Enquanto isso, proteja sua casa e família, viu Zé!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Odeio pesquisas eleitorais

Eu voto na Luciana Genro, com certeza.
Pode ser filha do Tarso e bibibi, mas vejo alguém que entende de política e tem uma idéia clara de governo ficar imersa neste mar de peixes marcados chamado de resultado de pesquisa eleitoral. Eu as detesto. Adoraria ver essa máquina antiquada de concentração de votos acabar.
É triste ver como a falácia dos Maria-vai-com-as-outras é um resultado real da democracia brasileira, isso dinamita a liberdade de escolha.
Tu podes não gostar dos 3 candidatos que concentram a imensa maioria nas pesquisas, mas precisa votar neles para se sentir intervindo no futuro do país.
Isso é falsa democracia, é como escolher o torturador que aparenta ser mais bonzinho e irá te matar com um tiro apenas.

Nosso conceito bonito, no discurso, chamado democracia, nada mais é do que uma ilusão de que podemos decidir nosso futuro sendo que ele já é definido antes mesmo das chapas consolidarem seus representantes.

Mais uma vez, provamos do sabor amargo de nosso dever de cidadão, o do falso voto.