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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Só quando famoso morre algo acontece

É triste saber de uma morte ou quando isso passa insistentemente na televisão, verdade, mas o mais triste é saber que algumas coisas só acontecem depois que alguém de certa relevância pública perde a vida.

Até nisso as coisas conseguem ser injustas e discriminatórias.
O mais difícil é ver que a abordagem da mídia é maçante com um famoso, independente da forma que seja, se ele é culpado ou não, a comoção é imediata e a reivindicação de mudanças naquele tema, seja segurança pública ou outras questões é de abordagem prioritária.
Quando o Zé Ninguém morre, não se muda nada, a justiça é morosa e as melhorias são de looongooo prazo.

Lembro dos acidentes na frente do condomínio do trevo, foi preciso de mais de 7 mortes para se tomar uma iniciativa para melhorar o local, para haver uma real mobilização.

Fico triste pelo filho do ineficiente Geraldo Alckmin, o homem da seca paulistana, mas espero que ele veja que há muitos outros pais que perdem seus filhos todos os dias em suas ruas inseguras e que perdem por falta de uma boa educação, para o tráfico livre de drogas e má educação, além do mais, os filhos dos pobres cidadãos podem nem chegar em casa pela carência do transporte público, pois eles pegam ônibus que são assaltados todos os dias, e não helicópteros.

Respeito a dor do Geraldo, mas a dor de milhares de pais também deve ser respeitada por este senhor.

sábado, 28 de março de 2015

Aviões caem diariamente por conta da Depressão

A depressão parece ser o mal do século XXI.
Explico.
Ela sempre existiu, mas só se levou a mesma em conta de pouco tempo para cá.

O mundo de hoje nos exige muito, em várias agendas, como a social, profissional, financeiras e familiares.

É verdade. É difícil dar conta de tudo isso. As pessoas não conseguem administrar todas com perfeição e começam a deixar alguma a desejar, e isso vai abrindo um vazio, que de forma oculta, irá começar a produzir tal doença,   seja pelo desconforto com alguma coisa ou por não conseguir suportar todas simultaneamente.

O co-piloto, que atirou um avião barranco abaixo, pelo que se soube, nada concreto, tinha um sonho, e ele tinha pressa também, mas não teve maturidade para administrar isso e esperar. Com isso, começou a diminuir a altitude das outras agendas de sua vida, até que viu que não fazia mais sentido viver.

A depressão está em todos, pobre ou rico, altos executivos e colaboradores operacionais, e as vezes algumas decisões suas podem simplesmente aumentar uma vaga no cemitério ou pulverizar milhares de vidas.

O importante é saber que isso está adormecido dentro de cada um em um mundo tão competitivo, assim como a qualquer hora, ela poderá acordar, e se a própria pessoa não tomar uma atitude, outra(s) vidas poderão pagar por isso.