Posts Mais Acessados

Mostrando postagens com marcador Transporte público. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transporte público. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Só quando famoso morre algo acontece

É triste saber de uma morte ou quando isso passa insistentemente na televisão, verdade, mas o mais triste é saber que algumas coisas só acontecem depois que alguém de certa relevância pública perde a vida.

Até nisso as coisas conseguem ser injustas e discriminatórias.
O mais difícil é ver que a abordagem da mídia é maçante com um famoso, independente da forma que seja, se ele é culpado ou não, a comoção é imediata e a reivindicação de mudanças naquele tema, seja segurança pública ou outras questões é de abordagem prioritária.
Quando o Zé Ninguém morre, não se muda nada, a justiça é morosa e as melhorias são de looongooo prazo.

Lembro dos acidentes na frente do condomínio do trevo, foi preciso de mais de 7 mortes para se tomar uma iniciativa para melhorar o local, para haver uma real mobilização.

Fico triste pelo filho do ineficiente Geraldo Alckmin, o homem da seca paulistana, mas espero que ele veja que há muitos outros pais que perdem seus filhos todos os dias em suas ruas inseguras e que perdem por falta de uma boa educação, para o tráfico livre de drogas e má educação, além do mais, os filhos dos pobres cidadãos podem nem chegar em casa pela carência do transporte público, pois eles pegam ônibus que são assaltados todos os dias, e não helicópteros.

Respeito a dor do Geraldo, mas a dor de milhares de pais também deve ser respeitada por este senhor.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Multas Caras e a Inércia Rio Grandina

Foto: PRF
Na semana passada, tivemos alterações dos valores das multas de trânsito consideradas mais usuais e mais graves entre os condutores.

É evidente que estas infrações colocam em risco a vida de pessoas que usufruem das vias diariamente, mas também é uma forma bonita de inflar os cofres dos estados.

Veja bem, cito Rio Grande, temos um movimento no distrito industrial(Barra) de grandes proporções, milhares de veículos se dirigem nos sentidos Centro x Barra, Centro x Cassino, Cassino x Barra e Cassino x Centro, pois essa via é alternativa curta e mais rápida, por ser tráfego em BR, e facilita o nosso cotidiano, inclusive o meu, que trabalho na Barra.

Entre estes veículos, temos carros, motos, caminhões de pequeno, médio e grande porte, bicicletas e pedestres.
Em uma breve análise, podemos prever que a PRF irá, simbolicamente, parar com um bloquinho de multas e "fazer a festa" da arrecadação.

Mas, em contrapartida, estes investimentos não chegam aqui, não melhoram as condições de quem depende desse trânsito caótico e não ajuda em nada, pois estamos tendo que nos virar na Lei da Selva diariamente para não nos atrasarmos mais.

A pista é simples, dois lados, e muitos motoristas ainda utilizam o acostamento para se deslocar devido ao trânsito lerdo ocasionado por manobras irregulares e condutores que seguram toda a fila para poder atravessar a via em tempo menor, e acabam prejudicando os demais.

Vejamos os pontos de vista:

  • Carros e Caminhões: As filas imensas impossibilitam o acesso via acostamento para quem precisa manobrar para o outro lado da via, pois o único ponto de acesso adequado para que o veículo para e não precise cruzar os dois fluxos é unicamente na frente do Estaleiro Rio Grande e para funcionários que possuem acesso aos estacionamentos dali, os condutores que trabalham lá, mas não com direito a estacionamento vip, e os que trabalham em outras empresas não tem a mínima acessibilidade ao outro lado e depende da boa vontade do condutor que vem atrás dele, o que está cada vez mais raro. A saída que os motoristas estavam tendo era atravessar a pista direto ao ponto de destino para não perder muito tempo com a travessia. Ainda assim, muitos carros, ônibus de linhas da cidade e caminhões trafegam irregularmente pelo acostamento da via colocando em risco a segurança de todos.

  • Motos: É evidente que em quase todas as localidades do Brasil, as motos não seguem a conduta correta prevista no código de trânsito, e no nosso caso, nós precisamos quase que adivinhar por onde irão ultrapassar nossos veículos, pela esquerda, direita, na mesma pista, isso torna a convivência complicada e aumenta muito o risco de acidentes, mas também não vemos um plano para ao menos minimizar isso, e a viatura da PRF é ausência sentida no nosso dia a dia.

  • Pedestres: Sim. São os pedestres que sofrem com essa loucura diária, eles não conseguem fazer movimentos na via sem perder muito tempo ou sem correr riscos, pois se eles ficam no acostamento, podem sofrer atropelamento, se vão para a pista também e se estão concluindo a travessia, a mesma coisa.
Desde que o nosso Titã chegou, não há uma proposta de melhoria na segurança da via, pelo contrário, foi inserido no meio da via uma barreira para as pessoas não atravessarem em um determinado ponto, mas quem precisa atravessar acaba precisando fazer isso em grupos e se submetendo ao risco de atropelamento coletivo por força de alguma possível imprudência de um motorista ou até mesmo a desatenção.
Sempre defendi a contrução de uma passarela ou um pequeno viaduto de acesso para os trabalhadores terem segurança em seu deslocamento, isso já evitaria parte do trânsito lento e o risco físico das pessoas, mas isso não possui a simpatia do Estaleiro, Prefeitura e Governo Federal, pois já tivemos diversos acidentes de veículos e podemos estar aguardando coisas piores para tomar providências, visto o caso do Trevo, na entrada de Rio Grande, em que precisaram de um bom número de mortes para se ver a real necessidade de readequação da estrutura para o trânsito da via.

Diante de tanta coisa, pergunto:

Onde está a Polícia Rodoviária Federal ?
Onde está a Prefeitura do Rio Grande ?
Onde está a imposição da Estatal Petrobras ?

Quantos acidentes e mortes ainda precisaremos para reconhecer o descaso ?

É bonito dizer que a cidade tem progresso, mas não é fácil reconhecer quando as mentes não acompanham.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A Cratera da Valporto

Passei hoje pela Valporto e havia uma cratera, sim, uma significativa, que nem aquela que já tem um cavalete ao lado refinaria a caminho da Barra, ou tipo aquelas da Presidente Vargas, ou os da via nove.
Crateras. Para quem lembrava que a Lua era um terreno bem irregular, aqui nós temos algo similar. Penso inclusive que nosso poder público circula pela cidade em um jipe Hammer ou em tanques de guerra, pois é a única maneira de não observar.
Claro que a inércia do povo colabora com a paciência política que parece não ter fim, mas a situação não para por aí, pois não vemos nenhuma chance de reparo nas crateras riograndinas.
Sinto muito, mas quem tem carro vai continuar derretendo sua suspensão e xingando a Prefeitura e Secretaria de Transportes em silêncio. Se bem que, para reduzir a velocidade de veículos no trânsito, nada melhor do que espalhar buracos e manter o trânsito caótico nas principais arteriais do município.
Parabéns Prefeitura e Secretaria Municipal de Transportes de Rio Grande.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

"ASSALTO NA CATRACA" - A VELHA NOVELA RIOGRANDINA



Tenho uma pergunta para os leitores...

Tu necessitas de ônibus para tuas atividades ?
Tu moras em Rio Grande ?

Meus parabéns, pois és o otário mais corajoso que conheço.

Calma, não fica nervoso, vou te explicar...

Tu estas prestes a sofrer mais um tratamento de choque, e num dos locais que mais doem no corpo humano, no bolso. Sim. A passagem de ônibus aqui está acompanhando o famoso aquecimento global, saca? Aquilo que todo mundo culpa pelo aumento da temperatura, camada de ozônio, etc..

O Cidadão de Rio Grande paga hoje R$2,35 a única empresa de ônibus de linhas urbanas que existe na cidade e acredite, tem tudo para pagar R$2,65 daqui a um tempinho, tudo isto devido a certo aumento do Diesel, argumento usado pela Viação responsável pelo transporte, mas peraí, CADA usuário vai arcar com R$0,30 para compensar isto, ou seja, cada um vai pagar pelo aumento sobre o litro, o que indigna mais ainda a população, pelo absurdo excedente do bom senso.

Agora pense comigo, a viação criou a integração do transporte, uns barraquinhos que mais parecem tenda de praia e que reduziram de maneira interessante a distância percorrida pelos veículos, interessante apenas para a empresa, pois ouço de todos os dependentes deste transporte as reclamações pela "genial" ideia.
Bom, com esta redução pensava-se que o preço da passagem iria reduzir ou se manter congelada por um bom tempo, mas não, os magnatas do transporte, não contentes com a facada no cidadão ainda aproveitaram-se da simpatia da prefeitura e da secretaria de transportes e estão se sentindo como banqueiros.

Se queres saber como é ser banqueiro, compre uma frota de ônibus e crie uma empresa que detenha o monopólio do transporte público, além disto, associe-se ao poder público e deboche o quanto quiser do povo.

Funciona em Rio Grande, pode funcionar em qualquer outro lugar.

Afinal, estamos no país onde tudo é possível quando a finalidade é passar a perna no povo.