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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Redução da maioridade penal só é solução para quem não conhece o país que vive

Não acredite nesta falsa solução para os problemas de criminalidade do país.

É fato que nossos menores praticam mais assassinatos por ano do que um país do Reino Unido pratica com seus adultos.

É fato que os bandidos dentro da maioridade use estes como escudos.

É fato que os defensores de Direitos Humanos querem atacar a consequência, e não a causa, que é a educação básica vergonhosa que temos em nosso país e uma melhor atuação dos conselhos tutelares na coibição da exploração e maus tratos aos menores.

Após todos estes fatos levantos, precisamos chegar a conclusão de que a redução da maioridade seria solução em um país bem desenvolvido e centrado, e principalmente, bem administrado, o que não é o caso do Brasil. Para podermos penalizar o menor, precisamos de um sistema carcerário maior, de uma polícia mais efetiva e um judiciário menos negligente, e o mais importante, precisamos tratar bandido como bandido, mesmo que use terno e gravata e seja eleito por voto popular, bandido é bandido.

Há de se ver também, que nosso sistema carcerário não consegue abrigar nem os presos maiores de idade, os que estão lá não tem acomodação, higiene e alimentação com o mínimo de condições humanitárias, é preciso, se o Estado e outras esferas não conseguirem, privatizar o sistema carcerário para que se tenha uma estrutura melhor e os governos passem a fiscalizar as condições dos presidios, além de incentivar empresas privadas a construirem presidios tentando evitar novas corrupções já que, no Brasil, construção é sinônimo de corrupção.

Uma hipótese para alívio dos espaços de carceiragem é a pena de morte para crimes gravíssimos, o que reduziria uma parte do contingente nas penitenciárias e causaria uma leve redução na criminalidade.

Sem dúvida, não há como providenciar a mudança de maioridade penal se nosso judiciário seguir liberando criminosos, presos com dificuldade pela nossa fraca polícia. Mais um agravante é a falta de espaço nos presidios, o que é uma situação difícil de ser resolvida pelo Executivo e que retorna a sociedade como uma demonstração de impunidade do bandido e o deixa cada vez mais poderoso.

Enfim, como o Brasil não atacou a raiz dos problemas por décadas e décadas de administração pública, hoje paga com um excesso de criminosos e míseras condições na Segurança como um todo.
Concluindo, o Brasil, se aprovar a redução, apenas mostrará mais cedo aos bandidos de, atualmente, menor idade, que ele sera impune devido a sucessivas más administrações do Estado.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Só quando famoso morre algo acontece

É triste saber de uma morte ou quando isso passa insistentemente na televisão, verdade, mas o mais triste é saber que algumas coisas só acontecem depois que alguém de certa relevância pública perde a vida.

Até nisso as coisas conseguem ser injustas e discriminatórias.
O mais difícil é ver que a abordagem da mídia é maçante com um famoso, independente da forma que seja, se ele é culpado ou não, a comoção é imediata e a reivindicação de mudanças naquele tema, seja segurança pública ou outras questões é de abordagem prioritária.
Quando o Zé Ninguém morre, não se muda nada, a justiça é morosa e as melhorias são de looongooo prazo.

Lembro dos acidentes na frente do condomínio do trevo, foi preciso de mais de 7 mortes para se tomar uma iniciativa para melhorar o local, para haver uma real mobilização.

Fico triste pelo filho do ineficiente Geraldo Alckmin, o homem da seca paulistana, mas espero que ele veja que há muitos outros pais que perdem seus filhos todos os dias em suas ruas inseguras e que perdem por falta de uma boa educação, para o tráfico livre de drogas e má educação, além do mais, os filhos dos pobres cidadãos podem nem chegar em casa pela carência do transporte público, pois eles pegam ônibus que são assaltados todos os dias, e não helicópteros.

Respeito a dor do Geraldo, mas a dor de milhares de pais também deve ser respeitada por este senhor.

sábado, 28 de março de 2015

Quanto mais segurança privada, pior!

Quando saio para caminhar e vejo grades, cercas elétricas, e mais artifícios para proteção da própria casa, fico pensando nos nossos deficientes sistemas de educação e segurança.

Ora, são os meios que mais impactam na formação criminosa e na falta dw uma estrutura digna de segurança pública.
Por muitos anos, temos uma decadente reestruturação do nosso policiamento por conta de muitas aposentadorias, inchaço da área administrativa e baixo ingresso de novos policiais no país, além disso, carece de baixa remuneração e falta de gratificações para evitar o desinteresse e possibilidade de corrupção dos efetivos.

Já a educação tem qualidade baixa e não estimula os jovens a ir a deixarem suas casas e irem atrás de um futuro, o professor carece de remuneração e as escolas de estrutura, os repasses financeiros são escassos, decorrentes de um estado quebrado, situação que não vive apenas o RS, mas muitas uf's e municípios.

Voltando a segurança privada, as pessoas não se sentem mais seguras em suas próprias casas por não existir mais policiamento ostensivo, e algo que deveria ter sido feito a longo prazo, e continuado, não é feito por conta de cada representante no governo ter um enfoque.

Compare, veja fotos antigas, veja como as casas eram e como eram desprovidas de segurança e veremos que a educação e segurança não cresceu na mesma proporção de sua população atingida.
A estrutura pública é velha, frágil e vive de improvisos, consequência do desinteresse das lideranças com seu povo.

Enquanto formos vítimas de projetos de poder e populismo, dificilmente saberemos o que é evolução.

Se continuar assim, cuide bem de sua casa, de sua família, que seremos cada vez mais inundados pela insegurança e falta de educação.

PS: não entrei no mérito do sistema prisional, pois o Brasil é um país que defende mais seus marginais do que o cidadão de bem, e sem punições com peso relativo aos crimes, não irá servir de nada.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Multas Caras e a Inércia Rio Grandina

Foto: PRF
Na semana passada, tivemos alterações dos valores das multas de trânsito consideradas mais usuais e mais graves entre os condutores.

É evidente que estas infrações colocam em risco a vida de pessoas que usufruem das vias diariamente, mas também é uma forma bonita de inflar os cofres dos estados.

Veja bem, cito Rio Grande, temos um movimento no distrito industrial(Barra) de grandes proporções, milhares de veículos se dirigem nos sentidos Centro x Barra, Centro x Cassino, Cassino x Barra e Cassino x Centro, pois essa via é alternativa curta e mais rápida, por ser tráfego em BR, e facilita o nosso cotidiano, inclusive o meu, que trabalho na Barra.

Entre estes veículos, temos carros, motos, caminhões de pequeno, médio e grande porte, bicicletas e pedestres.
Em uma breve análise, podemos prever que a PRF irá, simbolicamente, parar com um bloquinho de multas e "fazer a festa" da arrecadação.

Mas, em contrapartida, estes investimentos não chegam aqui, não melhoram as condições de quem depende desse trânsito caótico e não ajuda em nada, pois estamos tendo que nos virar na Lei da Selva diariamente para não nos atrasarmos mais.

A pista é simples, dois lados, e muitos motoristas ainda utilizam o acostamento para se deslocar devido ao trânsito lerdo ocasionado por manobras irregulares e condutores que seguram toda a fila para poder atravessar a via em tempo menor, e acabam prejudicando os demais.

Vejamos os pontos de vista:

  • Carros e Caminhões: As filas imensas impossibilitam o acesso via acostamento para quem precisa manobrar para o outro lado da via, pois o único ponto de acesso adequado para que o veículo para e não precise cruzar os dois fluxos é unicamente na frente do Estaleiro Rio Grande e para funcionários que possuem acesso aos estacionamentos dali, os condutores que trabalham lá, mas não com direito a estacionamento vip, e os que trabalham em outras empresas não tem a mínima acessibilidade ao outro lado e depende da boa vontade do condutor que vem atrás dele, o que está cada vez mais raro. A saída que os motoristas estavam tendo era atravessar a pista direto ao ponto de destino para não perder muito tempo com a travessia. Ainda assim, muitos carros, ônibus de linhas da cidade e caminhões trafegam irregularmente pelo acostamento da via colocando em risco a segurança de todos.

  • Motos: É evidente que em quase todas as localidades do Brasil, as motos não seguem a conduta correta prevista no código de trânsito, e no nosso caso, nós precisamos quase que adivinhar por onde irão ultrapassar nossos veículos, pela esquerda, direita, na mesma pista, isso torna a convivência complicada e aumenta muito o risco de acidentes, mas também não vemos um plano para ao menos minimizar isso, e a viatura da PRF é ausência sentida no nosso dia a dia.

  • Pedestres: Sim. São os pedestres que sofrem com essa loucura diária, eles não conseguem fazer movimentos na via sem perder muito tempo ou sem correr riscos, pois se eles ficam no acostamento, podem sofrer atropelamento, se vão para a pista também e se estão concluindo a travessia, a mesma coisa.
Desde que o nosso Titã chegou, não há uma proposta de melhoria na segurança da via, pelo contrário, foi inserido no meio da via uma barreira para as pessoas não atravessarem em um determinado ponto, mas quem precisa atravessar acaba precisando fazer isso em grupos e se submetendo ao risco de atropelamento coletivo por força de alguma possível imprudência de um motorista ou até mesmo a desatenção.
Sempre defendi a contrução de uma passarela ou um pequeno viaduto de acesso para os trabalhadores terem segurança em seu deslocamento, isso já evitaria parte do trânsito lento e o risco físico das pessoas, mas isso não possui a simpatia do Estaleiro, Prefeitura e Governo Federal, pois já tivemos diversos acidentes de veículos e podemos estar aguardando coisas piores para tomar providências, visto o caso do Trevo, na entrada de Rio Grande, em que precisaram de um bom número de mortes para se ver a real necessidade de readequação da estrutura para o trânsito da via.

Diante de tanta coisa, pergunto:

Onde está a Polícia Rodoviária Federal ?
Onde está a Prefeitura do Rio Grande ?
Onde está a imposição da Estatal Petrobras ?

Quantos acidentes e mortes ainda precisaremos para reconhecer o descaso ?

É bonito dizer que a cidade tem progresso, mas não é fácil reconhecer quando as mentes não acompanham.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A casa do Obama e a casa do Zé

Agora há pouco, vi no Jornal Nacional que um maluco pulou a cerca da Casa Branca americana, sim, só um maluco pra fazer isso.
A partir disso, a segurança prometeu ampliar o perímetro para que a autoridade máxima americana sequer sinta um sopro de insegurança em suas proximidades.
Depois disso, lembrei daqui, da realidade conturbada que vivemos em Rio Grande, e no Brasil como um todo. Está difícil ousar caminhar pela cidade com tantos relatos de assaltos, mortes e obscenidades do cotidiano. Ora é um homicídio, ora é um estuprador solto fazendo vítimas.
Nisto, cabe a nós, meros mortais, pensarmos, será que vale a pena sair por isso ou por aquilo? E se eu não voltar? Essas coisas. Acho que nunca vi uma realidade tão cruel como estamos enfrentando hoje, pouca força policial, mesmo com a dedicação destes, mas infelizmente a boa vontade não faz volume em uma cidade com tanto desenvolvimento insustentável.
Hoje, está muito complicado controlar uma população que cresceu de forma intensa nos ultimos 4 anos e que conta com o mesmo policiamento, ainda que, este esteja em pequena parcela em nossas ruas.
O cidadão riograndino assiste a estes abusos da criminalidade de mãos atadas e torcendo para que não aconteça a sí próprio e as pessoas que ama. Penso que de nada adianta tentar achar soluções já que o Governo do Estado pouco pensa no berço do Polo Naval gaúcho e o Nacional deixa, geralmente, seus projetos pela metade.
Que possamos confiar nosso futuro a um bom acaso, pois já desistimos de acreditar nas pessoas e em nossos governantes.
Pelo amor da segurança! Abraço Brigada Militar e Guarda Municipal, sabemos que o possível é feito por vocês!

Enquanto isso, proteja sua casa e família, viu Zé!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ensaio sobre a Lei Seca


Hoje em dia não podemos mais convidar os amigos para tomar um chopp em um botequim qualquer...
Hoje em dia está difícil de comentar assuntos diversos...

Se estivermos com vontade de sair para bater um papo, é preciso desembolsar uma fortuna de táxi ou pegar um ônibus com um funkeiro exibido ou com a passagem cara e sem condições de boa acomodação...

É complicado de pegar o seu carro, ou de alguém que o empreste, e fazer bom uso do conforto e das vantagens do seu meio de transporte...

Se você escolher tomar uma cerveja na praia, se prepare, tem n blitz na saída esperando para arrancar seu bendito dinheirinho para os cofres públicos, e enquanto isso, alguns conhecidos de outros são beneficiados pelo carteiraço..

Enquanto somos acusados de malandragem, o que pensar de uma campanha de conscientização que se tornou uma ditadura?
É preciso pegar o carro e tratar como se fosse uma missão impossível de ir em algum lugar beber com os amigos e depois desviar das autoridades(que deviam nos proteger) porque estão efetuando a operação caça-níqueis, e não é a de busca e apreensão de máquinas de jogos, mas a de dinheiro para os cofres públicos..

É uma pena pensar que a Brigada Militar e os Agentes de Trânsito ao invés de nos preservar e cuidar do nosso bem-estar, apenas está bancando o capitão-do-mato do Governo Municipal e Estadual.

Liberdade de ir e vir, onde estarás? Saudades!