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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Estamos competindo com quem?



Desde pequenos, fomos orientados por nossos pais que precisaríamos competir nesse mundo para termos um lugar melhor e qualidade de vida, o problema foi que não nos explicaram que teríamos que abrir mão de nossas próprias vidas para viver essa competição.

Começamos isso abdicando das experiências que nossa vida proporciona em suas fases iniciais, que ao invés de aproveitar as amizades e o frescor juvenil, estamos nos preparando para nossa carreira, trabalhando desde cedo para ter alguma experiência e estudando bastante para passar em um vestibular(sou dessa época). Com isso, começamos a endereçar nossos esforços a nossas expectativas profissionais e deixamos de viver a intensidade dos anos dourados de qualquer ser humano, a primeira sensação de liberdade e a maior interação com pessoas de fora do nosso reduto familiar.

Após conseguirmos entrar na universidade, vamos atrás de um estágio e buscamos incessante a efetivação como uma forma de recompensa, daí abrimos mão da qualidade do sono, alguns da vida social e até mesmo começam a priorizar tudo, menos a própria felicidade.
Aproveitamos a vida de solteiro, nos enrolamos, namoramos, casamos, e seguimos competindo, buscando um alento em um aumento, uma promoção, comprar um carro novo, adquirir itens para satisfazer nosso ego. Deixamos a esposa de lado, os filhos, tudo em prol dessa competição, uma competição que não acaba.
Então, chega um determinado momento em que deixamos de competir, seja porque notamos que a nossa vida profissional, sempre tão intensa e dependente dessa meritocracia, não foi longe o suficiente para olharmos para trás e sentirmos que valeu a pena. O mercado, por mais experientes que sejamos, pode nos fechar as portas e nos excluir porque já não somos jovens o suficiente. Ou simplesmente terminamos nosso ciclo profissional e damos de cara com um filho que não criamos, um parceiro que não amamos como deveríamos, amigos que não dêmos a atenção necessária, e vemos que passamos nossa vida competindo, e as vezes competindo por nada.

Acredito que devemos ter competição em nossas vidas, mas a competição para ser o melhor amigo, o melhor parceiro, o melhor pai ou mãe. São essas competições que valem a pena, e são essas que iremos nos orgulhar profundamente até o final de nossas vidas.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Química: O amor de uma vida

Eu gosto de química, gosto de português, de história e geografia.
Quando estava fazendo cursinho, pensei:

" Quem sabe química? ".

Sorte da Química de eu não ter entrado pra ela e sorte minha de não ter prestado vestibular para ela, sim, antes havia vestibular local, tinha que ir na cidade da universidade para realizar a prova, agora melhorou muito o acesso com o tal de Sisu, mas a qualidade não foi tão além. Quem sabe hoje, com tantas opções, o ensino básico possa ser uma perda de tempo, mas deixa isso pra lá...

O fato é que sempre gostei de química desde que a conheci, amor a primeira vista, rolou a própria entre eu e ela.
Mas a vida prepara surpresas a nós, e não que eu seja movido a acasos e destinos, mas eu encontrei a química na minha área de atuação profissional, e hoje convivo com ela todos os dias, talvez nem tanto como gostaria, mas o suficiente para que eu seja feliz.

Eu lembro que, como em tudo, eu não gostava de uma parte, a química orgânica, que era exibida, assanhada, com suas cadeias e hidrocarbonetos se refastelando no meu caderno, desenhos que pouco diziam a mim, um adorador da inorgânica.

Pois bem, então eu encontrei a Logística, que comecei a chamar apenas por Planejamento, até que consegui entender que Logística era algo vasto e interessante, tal como uma dama, a dama que percorre por todas as calçadas das organizações, e faz com que o homem consiga fazer muito mais com menos, e que dama não consegue isso.

A ligação foi que essas duas coisas se encontraram, e pelas duas me mantenho apaixonado, e aprendendo todos os dias, o meu anseio pós ensino médio era encontrar a química novamente, e isso aconteceu quando eu tive a oportunidade de iniciar minha carreira profissional, e em meio a tantas dificuldades eu persisti pelo meu amor a química, que hoje dorme na mesma cama que eu, cama a qual batizei carinhosamente de Logística.

O amor pelo que fazemos é impagável, e só esse amor poderá nos levar cada vez mais adiante.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Multas Caras e a Inércia Rio Grandina

Foto: PRF
Na semana passada, tivemos alterações dos valores das multas de trânsito consideradas mais usuais e mais graves entre os condutores.

É evidente que estas infrações colocam em risco a vida de pessoas que usufruem das vias diariamente, mas também é uma forma bonita de inflar os cofres dos estados.

Veja bem, cito Rio Grande, temos um movimento no distrito industrial(Barra) de grandes proporções, milhares de veículos se dirigem nos sentidos Centro x Barra, Centro x Cassino, Cassino x Barra e Cassino x Centro, pois essa via é alternativa curta e mais rápida, por ser tráfego em BR, e facilita o nosso cotidiano, inclusive o meu, que trabalho na Barra.

Entre estes veículos, temos carros, motos, caminhões de pequeno, médio e grande porte, bicicletas e pedestres.
Em uma breve análise, podemos prever que a PRF irá, simbolicamente, parar com um bloquinho de multas e "fazer a festa" da arrecadação.

Mas, em contrapartida, estes investimentos não chegam aqui, não melhoram as condições de quem depende desse trânsito caótico e não ajuda em nada, pois estamos tendo que nos virar na Lei da Selva diariamente para não nos atrasarmos mais.

A pista é simples, dois lados, e muitos motoristas ainda utilizam o acostamento para se deslocar devido ao trânsito lerdo ocasionado por manobras irregulares e condutores que seguram toda a fila para poder atravessar a via em tempo menor, e acabam prejudicando os demais.

Vejamos os pontos de vista:

  • Carros e Caminhões: As filas imensas impossibilitam o acesso via acostamento para quem precisa manobrar para o outro lado da via, pois o único ponto de acesso adequado para que o veículo para e não precise cruzar os dois fluxos é unicamente na frente do Estaleiro Rio Grande e para funcionários que possuem acesso aos estacionamentos dali, os condutores que trabalham lá, mas não com direito a estacionamento vip, e os que trabalham em outras empresas não tem a mínima acessibilidade ao outro lado e depende da boa vontade do condutor que vem atrás dele, o que está cada vez mais raro. A saída que os motoristas estavam tendo era atravessar a pista direto ao ponto de destino para não perder muito tempo com a travessia. Ainda assim, muitos carros, ônibus de linhas da cidade e caminhões trafegam irregularmente pelo acostamento da via colocando em risco a segurança de todos.

  • Motos: É evidente que em quase todas as localidades do Brasil, as motos não seguem a conduta correta prevista no código de trânsito, e no nosso caso, nós precisamos quase que adivinhar por onde irão ultrapassar nossos veículos, pela esquerda, direita, na mesma pista, isso torna a convivência complicada e aumenta muito o risco de acidentes, mas também não vemos um plano para ao menos minimizar isso, e a viatura da PRF é ausência sentida no nosso dia a dia.

  • Pedestres: Sim. São os pedestres que sofrem com essa loucura diária, eles não conseguem fazer movimentos na via sem perder muito tempo ou sem correr riscos, pois se eles ficam no acostamento, podem sofrer atropelamento, se vão para a pista também e se estão concluindo a travessia, a mesma coisa.
Desde que o nosso Titã chegou, não há uma proposta de melhoria na segurança da via, pelo contrário, foi inserido no meio da via uma barreira para as pessoas não atravessarem em um determinado ponto, mas quem precisa atravessar acaba precisando fazer isso em grupos e se submetendo ao risco de atropelamento coletivo por força de alguma possível imprudência de um motorista ou até mesmo a desatenção.
Sempre defendi a contrução de uma passarela ou um pequeno viaduto de acesso para os trabalhadores terem segurança em seu deslocamento, isso já evitaria parte do trânsito lento e o risco físico das pessoas, mas isso não possui a simpatia do Estaleiro, Prefeitura e Governo Federal, pois já tivemos diversos acidentes de veículos e podemos estar aguardando coisas piores para tomar providências, visto o caso do Trevo, na entrada de Rio Grande, em que precisaram de um bom número de mortes para se ver a real necessidade de readequação da estrutura para o trânsito da via.

Diante de tanta coisa, pergunto:

Onde está a Polícia Rodoviária Federal ?
Onde está a Prefeitura do Rio Grande ?
Onde está a imposição da Estatal Petrobras ?

Quantos acidentes e mortes ainda precisaremos para reconhecer o descaso ?

É bonito dizer que a cidade tem progresso, mas não é fácil reconhecer quando as mentes não acompanham.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Você não gosta do seu trabalho ? Ela gosta!





Quando a inspiração para o assunto não vem, acaba acontecendo algo interessante em nossa vida e nos faz escrever. Pois bem, estava em meu MSN até que uma pessoa me adiciona, se identifica, diz sua ligação comigo através de uma pessoa e começamos a falar de sua vida. Mas que vida?

Ela faz programas, gosta disso e se diz feliz.

Eu não sei de que ponto parte a fixação por algo que muitos pensam como degradante, mas ela acaba dizendo que faz o que gosta(e o resto das mulheres) e ganha por isso e se sente realizada. Teria coisa melhor ? Você trabalhar fazendo o que gosta?

O caminho é sempre o mesmo, é o dinheiro fácil, a facilidade em usar um rosto e corpo bonito para atrair homens gulosos por uma hora, ou uma noite de prazer, e são recompensadas por seu carinho e atenção nestes momentos. Nesta hora, não cabe pensarmos no que é certo e o que é errado, e sim no que é lucrativo ou não, é uma troca, assim como sempre ocorreu na história, sexo por dinheiro para ela, e dinheiro por sexo para os homens.
O valor disso? Não preciso divulgar e nem fazer questão de saber, pois varia de mulher para mulher e de cliente para cliente, nem todo mundo é igual.

Acho justo a pessoa cobrar quando tem alguém que procura por isso, e no caso dela, a procura é satisfatória e garante o seu sustento e ajuda financeira a seus pais que não sabem nada do assunto.

Para quem pensa que essas mulheres não tem sentido no que fazem, elas tem, tem pais, tem filhos, tem pessoas que também as exploram e fazem de sua vida apenas de uso do seu corpo e sem conhecer a alma destas pessoas.

Quando perguntei sobre se apaixonar, ela não me respondeu, foi distante, talvez tenha tido alguma experiência afetiva que não traga lembranças boas, mas todas as mulheres tem sonhos, todas tem um ponto em comum, uma busca, a felicidade no amor, quem sabe? Um filho ? Isso varia de cada uma.

A história dela me interessou a partir do ponto que sempre tive uma ideologia, que independente do que as pessoas façam, trabalho é trabalho, alguém tem necessidades básicas e supérfluas, todos tem sonhos e cada um busca eles do seu jeito, ela não está errada, está trilhando seu caminho para buscar sua felicidade ou satisfação, que são coisas diferentes.

Creio que a pessoa que escolhe ou é forçada a seguir nessa vida deve ser respeitada e tratada como qualquer outra por ser um ser humano, por não ter tido a mesma sorte de uns, por ter escolhido outros caminhos para ter qualidade de vida. Quem não quer qualidade de vida, né?

Enfim, meus amigos, tentei explicar sobre algo diferente, tentei pensar, dissertar, devanear. Caso alguém tenha algo parecido para compartilhar, fique a vontade.

Abraços!